A cerimónia central, realizada na área correspondente à Região Militar Centro, marca uma data considerada de referência na trajectória da instituição responsável pela defesa e segurança militar do país, num programa que inclui igualmente uma demonstração de prontidão operacional, com destaque para uma exibição de paraquedismo.
As actividades tiveram início nas primeiras horas desta sexta-feira e integraram diferentes iniciativas alusivas à efeméride, procurando associar a dimensão institucional e militar das celebrações a acções de carácter social e cultural.
Três ramos e cinco regiões militares
As Forças Armadas Angolanas foram constituídas em 1991, no quadro dos Acordos de Bicesse, que estabeleceram as bases para a formação de umas forças armadas nacionais resultantes do processo de integração das forças militares das partes então envolvidas no conflito armado angolano.
A instituição é estruturada em três ramos: Exército, Força Aérea Nacional e Marinha de Guerra.
O Exército constitui o componente terrestre das FAA, integrando forças de infantaria e meios como tanques e artilharia. A Força Aérea Nacional assegura a componente aérea, dispondo de aeronaves e helicópteros, enquanto a Marinha de Guerra responde pela componente naval, incluindo forças e meios destinados à defesa do espaço marítimo nacional.
Do ponto de vista territorial, as FAA encontram-se organizadas em cinco Regiões Militares, Norte, Centro, Sul, Leste e Cabinda, estrutura que permite distribuir e coordenar a presença e a actividade militar em diferentes zonas do território nacional.
Defesa da soberania e integridade territorial
Ao longo dos seus 35 anos, as FAA passaram por diferentes processos de transformação e adaptação, acompanhando as mudanças políticas, sociais e estratégicas verificadas no país desde o fim do conflito armado.
A missão fundamental das Forças Armadas Angolanas está associada à defesa da independência, soberania, integridade territorial e segurança do Estado, constituindo a principal estrutura militar de defesa nacional.
As comemorações no Huambo ocorrem, assim, num momento em que a instituição procura também projectar a imagem das suas capacidades operacionais e de prontidão, através da demonstração militar prevista no programa comemorativo.
A celebração dos 35 anos junta, desta forma, a dimensão histórica da constituição das FAA à actual realidade de uma instituição organizada em três ramos e cinco regiões militares, responsável pela defesa do território e dos interesses estratégicos do Estado angolano.



































