Os líderes das sete maiores economias desenvolvidas reuniram-se virtualmente, nesta sexta-feira, 2, e chegaram a um entendimento para libertar reservas estratégicas de petróleo, sob coordenação da Agência Internacional de Energia (AIE). A decisão prevê ainda a disponibilização de quantidades substanciais de gasóleo nos próximos 20 dias, sem excluir novas libertações, caso a situação do mercado assim o exija.
O acordo surge após pressões dos Estados Unidos para que os países europeus recorressem às suas reservas de combustíveis, tendo Washington ameaçado restringir as exportações destinadas à União Europeia. No entanto, os membros do grupo comprometeram-se a evitar proibições de exportação entre si, de modo a preservar o abastecimento e a confiança comercial.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, que assegura a presidência rotativa do G7 este ano, afirmou que a medida pretende contribuir para a redução dos preços dos combustíveis. Os líderes acordaram igualmente trabalhar na diminuição dos custos de transporte e das margens das refinarias, afectados pelos bloqueios no estratégico Estreito de Ormuz.
A decisão ocorre num contexto de forte pressão sobre os mercados energéticos, devido à guerra no Médio Oriente e aos ataques ucranianos contra infra-estruturas energéticas russas. Na União Europeia, o gasóleo atingiu uma média semanal de 2,24 euros por litro, enquanto, nos Estados Unidos, o preço chegou a 6,53 dólares por galão no final de Setembro.



































