Nelson Xavier, gestor de um estabelecimento comercial nas imediações da Vila do Gamek, em Luanda, afirmou estar surpreendido e consternado com a morte do artista.
“Estou surpreendido com esta informação. Lamento bastante, mas a vida é mesmo assim”, reagiu.
O jovem, que confessou não conhecer as músicas de Charles Bois Poaty, assegurou, contudo, que, segundo relatos de amigos, o falecido era “um grande Doutor Espiritual”.
“Agora, como cantor, nada sei sobre ele”, admitiu.
Já Maura Banhão, de 27 anos, estudante, disse ao Ponto de Situação que a morte do músico empobrece a cultura nacional.
“Angola perdeu uma figura incontornável. É uma perda irreparável para o sector da medicina tradicional. Perdemos um excelente doutor”, lamentou.
A jovem afirmou ser grande admiradora das músicas de Poaty, considerando-o um exímio compositor e exemplo a seguir pela nova geração.
No cruzamento dos factos, o Ponto de Situação procurou ouvir vários cidadãos, mas muitos recusaram-se a reagir sobre o assunto.
“Meu filho, saiba que o mundo espiritual existe, mas a juventude angolana está extremamente distraída. Entenda bem, por favor! Perdemos um mestre da espiritualidade e vamos agora viver momentos cruciais com a ausência do nosso orientador Poaty”, afirmou um dos interlocutores.
Um naturopata, que se dedica à venda de medicamentos naturais na pedonal da Vila do Gamek, também lamentou o passamento físico de Charles Bois Poaty, considerando-o “mestre da espiritualidade”.
Charles Bois Poaty iniciou a sua carreira musical em 1991, em Luanda, na Rádio Nacional de Angola (RNA), no programa Pé no Palco.
Natural de Ponta Negra, na fronteira com Cabinda, nasceu a 14 de Junho de 1956. Era licenciado em Letras e Ciências Sociais e doutorado em Ciências Ocultas pelo Instituto Internacional de Alta Magia e Espiritualidade da Índia (Goa), onde também obteve o grau de mestre em Tratamento Espiritual.



































