Os países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) mantêm reservas estratégicas de petróleo destinadas a situações de emergência, sobretudo quando há interrupções ou reduções no fornecimento. Os estoques podem ser colocados no mercado para aumentar a oferta e aliviar a pressão sobre os preços.
A AIE, criada em 1974 na sequência da primeira crise do petróleo, coordena os esforços dos seus 32 países-membros para garantir a segurança do abastecimento energético. Entre as regras da organização está a obrigação de cada membro manter reservas equivalentes a pelo menos 90 dias de importações líquidas de petróleo.
As reservas podem ser constituídas por petróleo bruto ou por produtos já refinados, como gasóleo e óleo combustível. A escolha depende das condições de cada país, sendo que os que possuem uma forte capacidade de refinação tendem a armazenar mais petróleo bruto, por poderem transformá-lo rapidamente em combustíveis. Nos países membros da AIE e da União Europeia, pelo menos um terço das reservas deve ser mantido sob a forma de produtos refinados específicos.
A libertação das reservas acontece de forma coordenada quando a AIE considera necessária uma acção colectiva perante uma crise de abastecimento. Cada país define o volume que irá disponibilizar, os produtos a serem libertados e o ritmo da operação, tendo como referência o seu peso no consumo total de petróleo.
Em Março deste ano, a AIE coordenou a libertação de 400 milhões de barris das reservas estratégicas, numa operação destinada a reduzir os efeitos da crise no Médio Oriente sobre o mercado energético. Até 2 de Outubro, 325 milhões de barris já tinham sido libertados. Na sexta-feira, 2 de Outubro, o G7 anunciou uma nova libertação coordenada, com uma importante disponibilização de gasóleo nos primeiros 20 dias.



































