"Depois de vir para Luanda, a minha mulher apresentou-me aos amigos dela e começámos a fazer assaltos. Este é o segundo assalto que faço com este grupo. O primeiro foi na via pública, onde recebemos telemóveis e dinheiro", declarou.
O suspeito acrescentou que participou igualmente no assalto a uma casa paroquial, afirmando que a acção terá sido orientada por um indivíduo conhecido pela alcunha de "Bate Um", identificado por si como Petelson.
"Fomos à casa paroquial através do Bate Um. Entrei no mundo do crime pelas necessidades. Tenho dois filhos e a minha esposa está grávida. Estou muito arrependido", revelou.
António Riqueza frisou ainda que as constantes dificuldades financeiras e a incapacidade de garantir o sustento do agregado familiar terão influenciado a sua decisão de se juntar ao grupo.
Detido pela Polícia Nacional, o jovem de 32 anos mostrou-se emocionalmente abalado, lamentando as consequências que a sua situação poderá trazer para os filhos e para a família. Durante as declarações, afirmou estar arrependido e reconheceu os erros cometidos.
O suspeito disse também não conhecer todos os integrantes do grupo, identificando apenas indivíduos conhecidos pelas alcunhas de Coco Pina e Camilo, este último tratado por si como cunhado.
As autoridades prosseguem com as investigações para o esclarecimento dos factos e a responsabilização criminal dos envolvidos, nos termos da lei.
ASSALTO À IGREJAS E RESIDÊNCIAS: SIC CAPTURA TRÊS E ANDA NO ENCALÇO DOS RESTANTES FORAGIDOS



































