Sob o lema “Da semente à transformação”, a AIC pretende intervir em áreas como a agroecologia, a educação das meninas, a resiliência climática, o acesso à terra e aos recursos produtivos, a prevenção da violência baseada no género e a promoção da liderança feminina.
Durante o discurso de abertura, Noelma Veigas de Abreu defendeu a necessidade de políticas públicas mais próximas das comunidades e de organizações da sociedade civil que conheçam as dificuldades enfrentadas pelas populações rurais. A responsável sublinhou ainda que as mulheres e meninas devem ser consideradas protagonistas das soluções para os problemas que afectam o seu desenvolvimento.
“Precisamos de políticas que cheguem às pessoas onde elas vivem e não apenas onde é fácil chegar”, afirmou, destacando igualmente a importância da educação como instrumento fundamental para a promoção da igualdade de género.
Por sua vez, a presidente executiva da AIC, Cecília Kitombe, reconheceu que trabalhar em prol dos direitos das mulheres e meninas em Angola constitui um grande desafio, mas reafirmou o compromisso da organização em desenvolver acções com impacto nas comunidades rurais e semiurbanas.

Segundo a responsável, a escolha das três províncias teve em conta as necessidades identificadas em cada região. No Moxico-Leste, a organização destaca Cazombo como ponto de partida das suas actividades, depois de constatar dificuldades enfrentadas pelas mulheres rurais e meninas durante visitas à localidade.
Numa primeira fase, a AIC prevê promover a organização comunitária e a criação de cooperativas, reforçar a defesa dos direitos das mulheres, prevenir a violência baseada no género e desenvolver acções de educação sexual dirigidas às meninas.
A organização pretende igualmente criar espaços de diálogo entre as meninas e as suas famílias, para discutir questões que condicionam o seu crescimento e desenvolvimento.



































