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POLITICA Publicado em 31/07/2026 às 11:50 5 visualizações

ANGOLA REFORÇA COMPROMISSO COM A RESILIÊNCIA DAS MULHERES FACE ÀS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Angola reafirmou em Luanda, o seu compromisso com o fortalecimento da capacidade de resposta das mulheres e raparigas perante os impactos das alterações climáticas, dos conflitos e das crises humanitárias, durante o lançamento da campanha continental "Construir Resiliência para Mulheres e Raparigas: Clima, Conflitos e Futuros Sustentáveis", promovida pela Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento (OAFLAD).

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ANGOLA REFORÇA COMPROMISSO COM A RESILIÊNCIA DAS MULHERES FACE ÀS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS
Imagem: CIPRA

O compromisso foi assumido pela Primeira-Dama da República e Vice-Presidente da OAFLAD, Ana Dias Lourenço, que considerou a iniciativa um marco importante para mobilizar governos, parceiros de desenvolvimento, sector privado, organizações da sociedade civil e comunidades em torno de uma agenda comum voltada para a protecção e o empoderamento das mulheres africanas.

Segundo a Primeira-Dama, a campanha pretende consolidar compromissos e impulsionar medidas concretas que permitam aumentar a resiliência das mulheres e raparigas, promovendo um futuro mais inclusivo, sustentável e equitativo para o continente.

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“Com um profundo sentido de missão e responsabilidade, apoio esta campanha, convicta de que a temática se reveste de uma importância fundamental, não apenas para os desafios que enfrentamos actualmente, mas sobretudo para a construção de um futuro sustentável para as próximas gerações”, afirmou Ana Dias Lourenço.

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Durante a sua intervenção, a Vice-Presidente da OAFLAD alertou para os efeitos cada vez mais severos das alterações climáticas em África e, particularmente, em Angola, sublinhando que as comunidades rurais são as mais afectadas, sobretudo as mulheres, que desempenham um papel determinante na produção agrícola, na gestão familiar e na segurança alimentar.

Segundo explicou, a degradação ambiental tem provocado a redução da produtividade agrícola, afectado a pecuária, agravado a escassez de água e intensificado os movimentos de transumância no sul do país, situação que tem contribuído para o afastamento de milhares de crianças do sistema de ensino e agravado a vulnerabilidade das famílias.

Perante este cenário, Ana Dias Lourenço defendeu o reforço das políticas de adaptação às alterações climáticas, apostando em soluções sustentáveis capazes de garantir maior segurança hídrica, alimentar e ambiental às comunidades mais expostas aos efeitos da seca e da degradação dos ecossistemas.

Redacção
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