Os dados foram apresentados durante uma visita de delegações angolana e de países parceiros ao empreendimento, coordenada pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, com o objectivo de acompanhar o andamento dos trabalhos e avaliar a evolução da construção.
Com uma potência instalada prevista de 2.172 megawatts, o projecto é considerado estratégico para aumentar a capacidade de produção de electricidade em Angola, responder à crescente procura de energia e criar melhores condições para o desenvolvimento da indústria e da actividade empresarial.
Durante a visita, as delegações receberam informações sobre a execução física e financeira da empreitada e percorreram as principais infra-estruturas, onde acompanharam o progresso dos trabalhos e os desafios associados à construção.
A delegação angolana integrou, entre outras entidades, o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, o ministro do Planeamento, Victor Hugo Guilherme, e o governador do Cuanza Norte, João Diogo Gaspar. A Namíbia esteve representada pelo ministro das Indústrias, Minas e Energia, Modestus Tshitumbe Amutse, tendo participado igualmente os embaixadores da Zâmbia, da República Democrática do Congo e da Alemanha acreditados em Angola.
A construção do empreendimento mobiliza 5.463 trabalhadores, dos quais 4.351 são cidadãos angolanos, correspondentes a 79,6% da força de trabalho envolvida na obra, demonstrando o peso da mão-de-obra nacional na execução do projecto.
Além de reforçar a oferta de electricidade, o aproveitamento hidroeléctrico deverá contribuir para a industrialização, a criação de emprego e a atracção de investimentos, favorecendo a diversificação da economia nacional.
A entrada em funcionamento da infra-estrutura é apontada como um factor importante para ampliar a disponibilidade de energia eléctrica e criar condições para a expansão das actividades industriais e empresariais, com impacto no crescimento económico do país.



































