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PONTO VERDE Publicado em 25/06/2026 às 10:00 11 visualizações

DECLARAÇÃO DE KAMPALA IMPULSIONA RESPOSTA AFRICANA ÀS MIGRAÇÕES CAUSADAS PELAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) defende em Luanda, a necessidade de colocar as pessoas no centro das políticas de adaptação às alterações climáticas.

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DECLARAÇÃO DE KAMPALA IMPULSIONA RESPOSTA AFRICANA ÀS MIGRAÇÕES CAUSADAS PELAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

A posição foi manifestada durante o Diálogo Nacional sobre Mobilidade Humana, onde a organização destacou a importância da Declaração de Kampala e elogiou o papel de liderança assumido por Angola na abordagem dos desafios climáticos no continente.

O chefe da missão da Organização Internacional para as Migrações (OIM) em Angola afirmou que falar de mobilidade humana no contexto das alterações climáticas não significa apenas analisar estatísticas ou projecções, mas sobretudo olhar para pessoas, famílias e comunidades que enfrentam diariamente os impactos dos fenómenos ambientais extremos.

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Durante a sua intervenção no Diálogo Nacional sobre Mobilidade Humana no Contexto da Degradação Ambiental, Desastres e Alterações Climáticas, o responsável destacou três mensagens fundamentais para o futuro da gestão das migrações climáticas em África.

A primeira está relacionada com a Declaração de Kampala, considerada um marco histórico para o continente. Segundo o representante da OIM, trata-se da primeira vez que os Estados africanos adoptam uma visão comum para responder aos desafios da mobilidade humana provocada pelas alterações climáticas, reconhecendo que as pessoas devem ocupar um lugar central nas estratégias de adaptação, desenvolvimento e reforço da resiliência.

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Contudo, advertiu que esta visão só produzirá resultados concretos se for traduzida em políticas públicas eficazes, programas nacionais e acções capazes de melhorar as condições de vida das populações afectadas.

A segunda mensagem foi dirigida ao Governo angolano, que recebeu elogios pelo papel activo que tem desempenhado nos debates regionais e internacionais sobre alterações climáticas e mobilidade humana. Para a OIM, Angola tem assumido uma liderança relevante no continente, contribuindo para a construção de soluções comuns para os desafios ambientais que afectam milhões de africanos.

O responsável recordou que os impactos das alterações climáticas já são uma realidade no país. Desde as secas recorrentes que afectam as províncias do Sul até às cheias que atingem comunidades urbanas e rurais, Angola acumula experiências que podem servir de referência para outros países africanos.

Imagem: DR Ponto de Situação

Como terceira mensagem, destacou a evolução das ferramentas de prevenção e resposta aos fenómenos climáticos extremos. Embora os choques climáticos não sejam novos, a capacidade de os antecipar tem melhorado significativamente graças ao desenvolvimento dos sistemas de alerta precoce, da análise de dados, da inteligência artificial e das tecnologias de satélite.

Segundo explicou, estes avanços permitem identificar riscos com maior precisão, prever impactos e apoiar decisões mais rápidas e eficazes para proteger as populações vulneráveis.

O chefe da missão da OIM sublinhou ainda que as alterações climáticas já estão a transformar a vida de milhares de famílias angolanas, provocando deslocações, perdas de meios de subsistência e novos desafios sociais e económicos.

"A questão já não é saber se esta realidade existe, mas sim como vamos responder a ela", afirmou.

Apesar dos desafios, considerou que existem razões para optimismo, apontando a existência de uma visão comum expressa na Declaração de Kampala, o compromisso político demonstrado pelo Governo angolano e o crescente recurso a ferramentas tecnológicas para reforçar a capacidade de resposta.

A Organização Internacional para as Migrações reafirmou o seu compromisso de continuar a apoiar Angola na implementação desta agenda, defendendo que o verdadeiro sucesso da Declaração de Kampala será medido não pelos documentos produzidos, mas pelas melhorias concretas alcançadas na vida das comunidades que enfrentam diariamente os efeitos das alterações climáticas.

 

 

Redacção
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