A divergência ganhou força depois de a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, ter enviado uma carta ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, na qual criticou a multiplicidade de formatos de negociação, considerando que a falta de articulação pode comprometer a credibilidade europeia.
Em resposta, António Costa defendeu que a participação da União Europeia no processo de paz deve ser organizada de forma a garantir uma posição clara e unificada, capaz de defender os interesses do bloco e assegurar o apoio à Ucrânia.
A posição italiana recebeu o apoio do ministro dos Negócios Estrangeiros da Polónia, Radosław Sikorski, e da homóloga austríaca, Beate Meinl-Reisinger. Os responsáveis defendem maior coordenação e uma representação que tenha em conta os países da Europa Oriental e da Escandinávia.
Entretanto, o Presidente norte-americano, Donald Trump, manifestou optimismo quanto à possibilidade de alcançar um acordo para pôr fim à guerra, após um encontro em Washington com Kirill Dmitriev, enviado especial do Presidente russo, Vladimir Putin.
As divergências deverão estar entre os assuntos em discussão na próxima reunião informal dos 27 líderes da União Europeia, prevista para Dublin, na próxima semana.



































