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PONTO SOCIAL Publicado em 15/06/2026 às 17:01 12 visualizações

FAMÍLIA DE VIGILANTE ASSASSINADO NO VILA KIAXE CLAMA POR JUSTIÇA APÓS DETENÇÃO DE SUSPEITOS

Os familiares de José Gonçalves Vicente, de 38 anos, manifestaram alívio e esperança com a apreensão dos supostos autores do homicídio do vigilante, brutalmente assassinado na madrugada de 3 de Maio de 2026, no bairro Vila Kiaxe, em Luanda. Apesar da satisfação pela actuação das autoridades, a dor da perda permanece viva e o apelo por justiça continua a ecoar entre os que ficaram.

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FAMÍLIA DE VIGILANTE ASSASSINADO NO VILA KIAXE CLAMA POR JUSTIÇA APÓS DETENÇÃO DE SUSPEITOS

A filha do malogrado, Liliane Vicente, de 19 anos, recorda com emoção os momentos que antecederam a descoberta da morte do pai. Segundo relata, foi a primeira pessoa da família a tomar conhecimento da tragédia.

"Até hoje parece uma brincadeira. Fui a primeira a saber da morte do meu pai. Eu vinha a caminho quando vi, à distância, um senhor a gritar. Ao aproximar-me, percebi que era um amigo dele. Naquele instante, entendi que era o meu pai quem havia falecido", contou, visivelmente abalada.

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Entre lágrimas, Liliane descreveu José Gonçalves Vicente como um homem trabalhador, dedicado à família e empenhado em garantir o sustento e o bem-estar dos filhos.

"O meu pai fazia de tudo para que nada nos faltasse. Ele não morreu por doença, foi assassinado. Eles não podem ficar soltos. Eu quero justiça", apelou.

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José Gonçalves Vicente exercia funções de vigilante numa empresa de segurança privada. Na madrugada do crime, encontrava-se a descansar nas instalações da empresa, quando foi surpreendido pelos assaltantes.

De acordo com informações apuradas, cinco indivíduos, trajados à civil, terão arrombado a parede traseira das instalações para ter acesso ao interior da empresa. Depois de neutralizarem o segurança, os suspeitos amordaçaram-no e agrediram-no violentamente com golpes desferidos com um objecto contundente, alegadamente uma barra de ferro, além de pontapés na região craniana, provocando-lhe a morte imediata no local.

Após consumarem o homicídio, os assaltantes dirigiram-se ao caixa da empresa, de onde subtraíram cerca de 1.700.000 kwanzas, colocando-se em fuga.

A recente detenção dos presumíveis envolvidos devolveu alguma esperança à família da vítima, que aguarda agora pelo desfecho judicial do caso. Para os familiares, a responsabilização dos autores do crime representa não apenas o cumprimento da lei, mas também uma forma de honrar a memória de um homem que perdeu a vida enquanto desempenhava o seu trabalho.

 

Redacção
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