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PONTO VERDE Publicado em 02/10/2025 às 17:12 15 visualizações

GELEIRAS SUÍÇAS PERDEM UM QUARTO DO SEU VOLUME EM UMA DÉCADA

As geleiras suíças perderam um quarto de seu volume em apenas dez anos, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira, 1, que alertou para a velocidade do fenómeno.

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GELEIRAS SUÍÇAS PERDEM UM QUARTO DO SEU VOLUME EM UMA DÉCADA
Imagem:Reutrs

Em 2025, a rede suíça que monitora as geleiras (Glamos) voltou a observar um "derretimento considerável", semelhante ao do ano de 2022, destacou a agência France Press.

O último inverno foi escasso em neve e as ondas de calor de Junho e Agosto também não ajudaram. As geleiras do país alpino perderam assim 3% de seu volume, segundo as medições realizadas em cerca de 20 montanhas de gelo, ampliadas para o conjunto das 1.400 formações deste tipo existentes na Suíça.

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Trata-se da quarta maior redução desde o início das medições, depois das registadas em 2022, 2023 e 2003.

"Há cerca de 20 anos, todos as geleiras suíças estão perdendo gelo e o ritmo está acelerando", declarou à AFP o director da Glamos Matthias Huss.

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O especialista citou como exemplo a geleira do Ródano, uma das mais emblemáticas da Suíça, que visitou recentemente. "Ela perdeu 100 metros (de espessura) ou até mais nos últimos vinte anos, é impressionante!", exclamou.

As geleiras suíças desempenham um papel importante no abastecimento de energia hidráulica e no fornecimento de água potável.

Eis aqui o percentual de perda de volume dessas geleiras, pelo derretimento, por décadas, segundo relatório da Glamos:

Entre 2015 e 2025: 24%

Entre 2010 e 2020: 17%

Entre 2000 e 2010: 14%

Entre 1990 e 2000: 10%

A Suíça é particularmente afectada pelo aquecimento global, que neste país é "duas vezes mais intenso do que a média mundial", segundo seu órgão nacional de meteorologia.

Desde o início dos anos 1970, mais de 1.100 geleiras suíças desapareceram, lembra a rede Glamos. Na vizinha França, os cientistas alertaram que, até o ano 2100, poderá não haver mais destas formações.

‘‘Mesmo se as emissões globais de dióxido de carbono (CO2) mantiverem o nível actual, quase todas as suas geleiras, mais da metade do volume de gelo restante nos Alpes, terão derretido até o final do século’’, alertou Matthias Huss.

Imagens de satélite capturadas pela União Europeia mostram a gravidade do derretimento que atinge o Glaciar de Gries, nos Alpes Suíços. Localizado no cantão de Valais, uma das 26 regiões administrativas da Suíça, o glaciar vem encolhendo em ritmo acelerado e perdeu, apenas no verão de 2025, cerca de seis metros de espessura de gelo.

Segundo estimativas, entre 2000 e 2023 o glaciar já havia recuado aproximadamente 800 metros.

Nas imagens, que foram tiradas em 23 de Agosto de 2016 e 26 de Agosto de 2025 pelos satélites Copernicus Sentinel-2, é possível ver a redução expressiva da área coberta por gelo.

Os glaciares alpinos funcionam como “termômetros” do clima global. A velocidade com que estão derretendo preocupa cientistas e coloca em risco tanto os ecossistemas locais quanto a segurança hídrica da Europa.

Segundo os cientistas, a combinação de temperaturas recordes e calor extremo no último verão europeu agravou ainda mais a situação.

Segundo o Glamos, o glaciar perdeu seis metros de espessura apenas entre Setembro de 2024 e Setembro de 2025.

“Este é um glaciar em processo de morte”, disse Matthias Huss.

Desde 1880, o glaciar já perdeu 3,2 km de sua extensão. Hoje, sua espessura média é de 57 metros.

 

Redacção
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