A posição foi manifestada durante uma iniciativa realizada em Luanda, onde o responsável destacou a necessidade de os Estados membros da SADC adoptarem uma abordagem cada vez mais coordenada para enfrentar os riscos associados ao crescimento da transformação digital.
Para Ângelo Buta João, a evolução das tecnologias de informação e comunicação tem criado novas oportunidades para o desenvolvimento económico e social, mas também ampliado a exposição dos países a diferentes formas de criminalidade no espaço digital.
Neste contexto, considerou fundamental melhorar a capacidade dos Estados da região em matéria de detecção precoce, prevenção, resposta e recuperação perante incidentes cibernéticos, tendo em conta a natureza transfronteiriça dos crimes praticados através das redes digitais.
A cooperação regional surge, assim, como um dos principais instrumentos para fortalecer a segurança do ciberespaço, sobretudo através da partilha de informação, conhecimentos técnicos e mecanismos de resposta entre as instituições responsáveis pela cibersegurança nos diferentes países.
O secretário de Estado defendeu que a protecção das infra-estruturas digitais deve acompanhar o processo de modernização tecnológica dos países da SADC, uma vez que sectores estratégicos da economia e dos serviços públicos dependem cada vez mais de sistemas informatizados.
A crescente digitalização dos serviços financeiros, administrativos, empresariais e de comunicação aumenta, igualmente, a necessidade de mecanismos capazes de identificar vulnerabilidades e reduzir os impactos de ataques cibernéticos.
Neste quadro, a prevenção deverá assumir um papel central, através do reforço das competências técnicas, da capacitação dos profissionais e da sensibilização dos utilizadores sobre os riscos associados ao uso das tecnologias digitais.
A resposta aos crimes cibernéticos exige também, segundo a perspectiva apresentada pelo governante, uma maior articulação entre os Estados, considerando que os autores de ataques digitais podem operar a partir de diferentes jurisdições e atingir simultaneamente instituições e cidadãos de vários países.
A aposta numa SADC digitalmente mais segura passa, deste modo, pela construção de mecanismos comuns de cooperação e pela criação de condições para que os países membros consigam não apenas reagir aos incidentes, mas também antecipar e neutralizar ameaças.
Para Angola, que tem vindo a reforçar a digitalização de diferentes sectores da administração e da economia, o combate ao cibercrime constitui igualmente um desafio estratégico, sobretudo na protecção de dados, sistemas informáticos e infra-estruturas consideradas críticas.



































