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PONTO SOCIAL Publicado em 25/04/2026 às 14:32 23 visualizações

IGREJA MENONITA LANÇA MICRO-CRÉDITO E ASSISTÊNCIA PASTORAL PARA PASTORES E FAMÍLIAS VULNERÁVEIS

A Direcção Geral da Igreja Evangélica dos Irmãos Menonitas em Angola (IEIMA) lançou, neste sábado, 25 de Abril, um programa de micro-crédito e assistência pastoral, com o objectivo de beneficiar, numa primeira fase, 250 famílias, reforçando a inclusão social, a autonomia financeira e o papel transformador da Igreja nas comunidades.

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IGREJA MENONITA LANÇA MICRO-CRÉDITO E ASSISTÊNCIA PASTORAL PARA PASTORES E FAMÍLIAS VULNERÁVEIS

Num contexto em que as dificuldades económicas continuam a afectar milhares de famílias angolanas, a Igreja Evangélica dos Irmãos Menonitas em Angola dá um passo que ultrapassa a dimensão espiritual, ao lançar um programa que conjuga fé, formação e financiamento como instrumentos de mudança social.

A iniciativa, apresentada pela Direcção Geral da IEIMA, surge como resposta concreta às necessidades de pastores, viúvas e famílias em situação de vulnerabilidade, propondo não apenas assistência, mas capacitação. Segundo o reverendo Daniel Nelson Nganguela, o programa visa “reforçar a capacitação de pastores, líderes e famílias vulneráveis através do acesso a micro-crédito e formação técnica”, criando condições para a geração de renda e o fortalecimento das comunidades locais.

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O modelo adoptado assenta numa lógica de responsabilidade partilhada. Os beneficiários terão acesso a financiamentos que variam entre 100 mil e 500 mil kwanzas, atribuídos com base na viabilidade dos projectos apresentados. Mais do que distribuir recursos, a Igreja procura garantir que os mesmos sejam sustentáveis, exigindo formação prévia e planos de negócio estruturados.

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“O processo formativo permitiu identificar potencialidades significativas entre os participantes. Encontrámos produtores, criadores de gado, suínos e caprinos, com capacidade real de crescimento”, sublinhou o responsável, destacando que o reembolso será feito num período que varia entre seis meses e um ano.

A dimensão internacional do projecto também se faz presente através do apoio da Missão Internacional Menonita em África (AIMM). O seu representante, Math Cunga Matondo, destacou o impacto da iniciativa num contexto em que muitos líderes religiosos enfrentam dificuldades materiais. “Há pastores protestantes a viverem em situações difíceis. A Igreja deve ajudá-los a recordar que Deus começa com aquilo que já colocou nas mãos do homem”, afirmou, reforçando a ideia de que o desenvolvimento começa com a valorização dos recursos disponíveis.

Por sua vez, o secretário-geral do Conselho de Igrejas Cristãs em Angola (CICA), reverendo Waldir Agostinho, elogiou a visão da IEIMA, mas deixou um apelo à inclusão. Defendeu que o programa deve ultrapassar as fronteiras denominacionais e beneficiar outras igrejas e comunidades. “É importante que esta iniciativa não se limite aos membros da Igreja Menonita. As igrejas têm obreiros que nem sempre conseguem suprir as suas necessidades”, disse.

Numa reflexão mais ampla, evocou ainda a necessidade de equilíbrio entre espiritualidade e trabalho, ao afirmar que “o pastor deve ter a Bíblia na mão direita e o jornal e a enxada na mão esquerda”, numa metáfora que sublinha a importância da autonomia e da dignidade no exercício do ministério.

O lançamento deste programa representa, assim, mais do que uma acção social. É um sinal de uma Igreja que procura reinventar o seu papel num país em transformação, assumindo-se como agente activo na luta contra a pobreza e na promoção de uma fé que se traduz em obras concretas.

Entre a oração e a acção, a IEIMA propõe um caminho onde a esperança deixa de ser apenas discurso e passa a ser projecto de vida.

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Tiago Figueira
Tiago Figueira

TIAGO FIGUEIRA Jornalista | Redactor de Sociedade e Política | Comentarista de Relações Internacionais. Com a Carteira 2027, desenvolve trabalho de produção e análise jornalística, procurando interpretar os acontecimentos nacionais e internacionais a partir do seu impacto na sociedade e no interesse público. Na área de Sociedade e Política, dedica-se à cobertura e produção de conteúdos sobre os principais fenómenos sociais, políticos e institucionais de Angola, privilegiando o rigor informativo, a contextualização e a clareza na abordagem dos factos.

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