O encontro, promovido pelo Africa CDC, reuniu Chefes de Estado e de Governo africanos, bem como parceiros internacionais, para analisar a evolução da epidemia, os riscos para a saúde pública e as medidas necessárias para conter a propagação da doença.
Durante a reunião, os líderes avaliaram a situação epidemiológica actual nos dois países afectados e discutiram os riscos de alastramento para outros territórios da região, tendo em conta a intensa mobilidade populacional e os frequentes movimentos transfronteiriços.
A cimeira abordou igualmente as acções urgentes para o combate ao surto, incluindo mecanismos de financiamento, reforço da coordenação entre os países vizinhos e a implementação de sistemas de acompanhamento e resposta rápida.
O actual surto foi declarado em Maio deste ano pela República Democrática do Congo e pelo Uganda, sendo provocado pelo vírus Bundibugyo, uma variante do Ébola para a qual ainda não existem vacinas ou tratamentos específicos aprovados.
As autoridades sanitárias africanas alertam que a epidemia ocorre num contexto particularmente desafiante, marcado por insegurança em algumas zonas afectadas, fragilidades humanitárias e limitações nos sistemas de saúde.
Segundo os dados mais recentes apresentados durante a reunião, a República Democrática do Congo e o Uganda registam, em conjunto, 532 casos confirmados e 84 óbitos associados à doença.
Face à gravidade da situação, os Estados-membros da União Africana reafirmaram o compromisso de reforçar a cooperação regional e mobilizar recursos para travar a propagação do vírus e proteger as populações mais vulneráveis.



































