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PONTO SOCIAL Publicado em 01/05/2026 às 14:17 17 visualizações

LIBERDADE DE IMPRENSA EM QUEDA ACENTUADA: MUNDO REGISTA PIOR NÍVEL EM 25 ANOS

O jornalismo mundial enfrenta uma das suas fases mais críticas das últimas décadas. O mais recente relatório da Repórteres Sem Fronteiras revela que mais de metade dos países do mundo (52,2%) são actualmente considerados “difíceis” ou “muito difíceis” para o exercício da profissão, evidenciando uma degradação contínua das condições de trabalho dos jornalistas à escala global.

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LIBERDADE DE IMPRENSA EM QUEDA ACENTUADA: MUNDO REGISTA PIOR NÍVEL EM 25 ANOS

A tendência descendente da liberdade de imprensa não é recente, mas tem-se agravado de forma consistente ao longo dos últimos anos. Segundo a Repórteres Sem Fronteiras, o cenário global tornou-se progressivamente mais hostil, transformando o mapa da liberdade de imprensa num retrato cada vez mais marcado pelo vermelho, cor que simboliza contextos de elevado risco e restrições severas.

O contraste com o início do século é significativo. Em 2002, cerca de 20% da população mundial vivia em países classificados com um nível “bom” de liberdade de imprensa.

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Hoje, esse número caiu drasticamente para menos de 1%, um indicador alarmante que expõe o recuo das garantias democráticas e da protecção aos profissionais da comunicação social.

Entre os principais factores apontados para esta degradação estão os conflitos armados, que continuam a representar uma ameaça directa à vida dos jornalistas. Países como Iraque, Iémen e Palestina figuram entre os contextos mais perigosos, onde o exercício da profissão se tornou praticamente inviável.

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Desde Outubro de 2023, mais de duas centenas de jornalistas terão perdido a vida em zonas de conflito, muitos deles em circunstâncias ligadas à acção militar israelita, segundo dados citados no relatório.

Neste quadro, o Médio Oriente e o Leste Europeu, este último marcado pela guerra entre Rússia e Ucrânia, consolidam-se como as regiões mais perigosas para o jornalismo, onde a informação independente é frequentemente silenciada por interesses políticos e militares.

No continente africano, a realidade não é substancialmente diferente. Angola acompanha esta tendência negativa, registando uma queda de nove posições no ranking mais recente.

O país, que ocupava anteriormente a 109.ª posição, apresenta agora uma pontuação global de 48,82%, inferior aos 52,67% registados no ano anterior.

Entre os principais constrangimentos identificados no contexto angolano destacam-se as dificuldades de acesso a fontes e documentos oficiais, a escassez de meios de comunicação independentes e sustentáveis, bem como a ausência efectiva de rádios comunitárias. Acresce ainda o elevado custo para a criação e manutenção de projectos mediáticos privados, realidade que limita a pluralidade e a competitividade no sector.

 

 

Redacção
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O Ponto de Situação é um portal de notícias independente, rigoroso e pluralista, comprometido com a verdade dos factos, a transparência e a promoção do jornalismo de excelência.

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