À pergunta sobre o que achou do resultado do senador Flávio Bolsonaro (PL) frente ao presidente Lula (PT), Trump respondeu: “Acho que vai ser uma eleição muito apertada. Acho que o Brasil será muito apertado. Bem, é uma grande vitória apertada, mas uma vitória muito, muito grande. Impressionante, na verdade”.
O presidente americano havia evitado, antes da votação, manifestar apoio a Bolsonaro. Ele e seus assessores temiam que um apoio ostensivo acabasse tendo o efeito contrário, de ajudar Lula, por causa do sentimento de interferência em assuntos internos.
Isso aconteceu em Abril e Maio de 2025 respectivamente no Canadá e na Austrália, onde a pressão de Trump contribuiu para a vitória dos governantes da centro-esquerda, que estavam 20 pontos atrás nas pesquisas.
A resposta de Trump nesta segunda-feira, 5, de improviso, ao passar por repórteres, expressou o contentamento dele com a vitória da direita, mas ao mesmo manteve uma postura ainda contida, de quem pretende cooperar com quem quer que seja eleito.
Mais cedo, na madrugada desta segunda-feira, numa postagem em sua rede Truth Social, Trump escreveu: “125 milhões de pessoas votaram hoje no primeiro turno da eleição presidencial do Brasil. Os resultados saíram pouco depois do encerramento da votação, NO MESMO DIA! Em Detroit, Filadélfia, Califórnia e em inúmeras outras cidades e estados dos EUA, os resultados, com números muito menores, muitas vezes levam semanas para serem fraudados, quero dizer, calculados. A votação nos Estados Unidos é CORRUPTA!!! Presidente DJT”
O texto original trazia o nome da Índia no lugar do Brasil, mas pouco depois foi corrigido. Trump não mencionou Flávio Bolsonaro, o que é consistente com a cautela que ele adoptou para não oferecer a Lula um argumento de interferência americana na campanha.
Aliados de Trump nas vizinhanças do Brasil explicitaram melhor o seu entusiasmo pelo bom desempenho da direita.
O presidente argentino, Javier Milei, publicou no X: ““A LIBERDADE AVANÇA NO BRASIL. Parabéns, querido amigo Flávio Bolsonaro, por esta eleição histórica diante do comunista Lula. O continente americano é de cidadãos que querem viver em liberdade. Espero que em breve possamos começar a trabalhar juntos para que Argentina e Brasil continuem sendo grandes parceiros comerciais, culturais e políticos. As oportunidades para nossas nações, trabalhando juntos, são infinitas. VIVA A LIBERDADE, CARAMBA…!!” Ele usou uma expressão um pouco mais forte, como de costume. Antes mesmo de encerrada a votação, Milei já vinha repostando mensagens favoráveis a Flávio e contrárias a Lula.
Na Colômbia, o presidente Abelardo de la Espriella escreveu: “Hoje meu coração está com o Brasil. Um grande abraço, amigo Flávio Bolsonaro. Que Deus se compadeça do país irmão como fez com a Colômbia. A verdadeira mudança é derrotar a esquerda.”
Se confirmada, a eleição de Bolsonaro criará um arco de alianças dos governos de direita da América do Sul com Trump, que deverá garantir aos Estados Unidos o fornecimento de minerais críticos e projeção de poder militar, reduzindo ao mesmo tempo a influência da China.



































