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POLITICA Publicado em 25/06/2026 às 16:16 8 visualizações

MPLA PODE VIVER TERCEIRA DISPUTA MULTIPARTICIPADA PELA PRESIDÊNCIA NA SUA HISTÓRIA

A corrida à liderança do MPLA poderá entrar para a história como a terceira vez em que o partido realiza uma disputa presidencial com múltiplos candidatos, num processo que volta a colocar em evidência o debate sobre a democracia interna na maior força política angolana.

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MPLA PODE VIVER TERCEIRA DISPUTA MULTIPARTICIPADA PELA PRESIDÊNCIA NA SUA HISTÓRIA

De acordo com registos históricos, a primeira disputa ocorreu durante a 1.ª Conferência Nacional do MPLA, realizada em Dezembro de 1962, em Léopoldville, actual Kinshasa, na República Democrática do Congo.

Na ocasião, o fundador e primeiro presidente do movimento, Agostinho Neto, enfrentou Viriato da Cruz na eleição para a presidência do Comité Director. Neto saiu vencedor com 39 votos, contra 12 do seu adversário, consolidando a sua liderança no movimento de libertação.

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A segunda disputa interna de grande relevância teve lugar em 1974, em Lusaka, na Zâmbia, num dos períodos mais conturbados da história do MPLA. O processo opôs Agostinho Neto a Daniel Chipenda, líder da chamada "Revolta do Leste", num contexto marcado por divergências políticas e estratégicas no seio do movimento que lutava pela independência de Angola.

Mais de cinco décadas depois, o partido volta a assistir ao surgimento de várias candidaturas para a presidência. O actual líder do MPLA, João Lourenço, poderá enfrentar a concorrência de Higino Carneiro, António Venâncio e José Carlos de Almeida, cujos nomes têm sido apontados entre os potenciais candidatos à liderança da organização.

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A confirmação das candidaturas e a forma como decorrerá o processo eleitoral interno serão observadas com atenção pelos militantes e pela sociedade angolana, numa altura em que cresce o interesse sobre os mecanismos de participação e escolha dentro dos partidos políticos.

Para analistas, a existência de múltiplos candidatos poderá representar um teste à vitalidade democrática do MPLA e à capacidade da organização de acomodar diferentes sensibilidades políticas no seu interior, preservando simultaneamente a unidade partidária.

Caso todas as candidaturas venham a ser validadas, o congresso do MPLA poderá tornar-se um dos mais disputados da história recente do partido, reeditando um cenário que apenas teve precedentes em momentos marcantes da sua tracjetória política.

 

 

 

Redacção
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