No decurso das investigações, o Serviço de Investigação Criminal no Bié apurou que os actos praticados pelo implicado ocorreram de forma repetida na sua residência pastoral, desde que a vítima tinha 11 anos de idade. O suspeito aproveitava-se da ausência da mãe da menor, que lhe confiava a guarda da filha por ser uma devota da sua congregação religiosa.
Dados recolhidos durante a investigação indicam que o acusado mantinha, de forma violenta, relações sexuais com a menor e, alegadamente, administrava-lhe comprimidos anticoncepcionais com o objectivo de evitar uma gravidez.
Apurou-se igualmente que o suspeito, pai de oito filhos, praticava os alegados actos criminosos na ausência dos membros da sua família.
As investigações revelaram ainda que, após tomar conhecimento de que a menor se encontrava grávida de três meses, levou-a a uma clínica na cidade do Cuito com o propósito de interromper a gestação, intenção que não foi concretizada devido à recusa dos profissionais de saúde da referida unidade sanitária.



































