A aproximação entre Flávio Bolsonaro e Trump intensificou-se ao longo de 2026. Em Maio, o senador esteve na Casa Branca e afirmou ter pedido ao Presidente norte-americano que o PCC e o Comando Vermelho fossem classificados como organizações terroristas.
Em Junho, Trump publicou uma fotografia com Flávio no Salão Oval e elogiou o político brasileiro. Já em Setembro, Flávio defendeu que, caso fosse eleito, o Brasil integrasse o chamado “Escudo das Américas”.
A estratégia de Trump para a região está ligada à tentativa de recuperar a influência dos Estados Unidos no hemisfério ocidental. A nova política de segurança nacional norte-americana prevê o reforço da presença da Guarda Costeira e da Marinha, o combate ao tráfico de drogas e de pessoas, a protecção das fronteiras e a ampliação do acesso dos EUA a locais considerados estratégicos na América Latina.
Entre os governos sul-americanos apontados como próximos de Trump estão os de Abelardo De la Espriella, na Colômbia, Javier Milei, na Argentina, Daniel Noboa, no Equador, Santiago Peña, no Paraguai, Rodrigo Paz, na Bolívia, José Antonio Kast, no Chile, e Keiko Fujimori, no Peru. Cada país mantém diferentes níveis de aproximação com Washington, sobretudo em áreas como segurança, comércio, investimentos e política externa.
Na Argentina, Javier Milei destaca-se pela proximidade política com Trump e pelo apoio recebido de Washington. No Equador, Daniel Noboa procurou estreitar relações com os Estados Unidos sobretudo na área da segurança. Já o Paraguai, sob liderança de Santiago Peña, também manteve uma aproximação política com o Governo norte-americano.
No Chile, José Antonio Kast apresenta afinidade ideológica com Trump, principalmente nas questões relacionadas com imigração, conservadorismo e oposição aos governos de esquerda. No Peru, Keiko Fujimori aproximou-se de Washington através de iniciativas de segurança, incluindo a adesão ao “Escudo das Américas”.
Na Venezuela, a aproximação com os Estados Unidos ocorre de forma diferente. Após a saída de Nicolás Maduro do poder, o Governo interino de Delcy Rodríguez passou a adoptar medidas de aproximação com Washington, incluindo acordos de exploração petrolífera e a libertação de presos políticos.
Com a possível eleição de Flávio Bolsonaro, o Brasil poderá representar um novo ponto de apoio para a estratégia de Trump na América do Sul, ampliando a influência norte-americana numa região onde Washington procura reforçar a sua presença política, económica e de segurança.
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