Orientada por Márcio Garcez, a equipa angolana terminou a fase de grupos no primeiro lugar do Grupo B, com nove pontos, fruto de três vitórias consecutivas. A caminhada começou com um triunfo sobre Moçambique, por 5-1, prosseguiu com uma goleada diante da Tanzânia, por 6-0, e ficou concluída com uma reviravolta frente ao Egipto, derrotado por 4-2.
Nas meias-finais, Angola voltou a mostrar personalidade ao superar a Argélia, por 3-2, depois de chegar ao intervalo a perder por dois golos. Adérito Santos reduziu a desvantagem, Hornes Santo restabeleceu a igualdade e Francisco Gabriel, conhecido por “Chico”, marcou o golo que garantiu a passagem à final pela segunda edição consecutiva.
No jogo decisivo, porém, a eficácia marroquina fez a diferença. Othmane El Idrissi, Youssef Jaouad, Idriss Raiss El-Fenni, Ismail Amazal e Bilal Bakkali marcaram os golos da selecção anfitriã, enquanto João Cambangula e Anderson Fortes assinaram os tentos angolanos.
Com a vitória por 5-2, Marrocos conquistou o quarto título consecutivo do CAN de futsal e voltou a impedir a consagração de Angola, repetindo o desfecho da edição de 2024. A selecção nacional termina assim a prova com quatro vitórias e uma derrota, mas continua sem conquistar o seu primeiro troféu continental na modalidade.
Apesar de a prata não ter o brilho do ouro, a campanha reforça a presença de Angola entre as principais forças do futsal africano e deixa o desafio de transformar as sucessivas presenças na final numa conquista histórica.



































