O Tribunal Constitucional deu provimento ao recurso apresentado por Valdir de Jesus do Sacramento Cónego, anulando a decisão que determinou o seu afastamento do Comité Central e a sua expulsão do MPLA.
A decisão do órgão de justiça constitucional surge no âmbito da contestação apresentada pelo militante contra as medidas disciplinares que lhe foram aplicadas no seio do partido, levando a questão à apreciação judicial.
Com este pronunciamento, o Tribunal Constitucional determina a anulação da decisão contestada, nos termos do alcance da deliberação, colocando em causa a validade do acto partidário que sustentou o afastamento de Valdir Cónego.
O caso chama a atenção para a relação entre a autonomia organizativa dos partidos políticos e o respeito pelos direitos dos seus membros, nomeadamente no que diz respeito aos procedimentos disciplinares e às garantias de defesa.
Embora os partidos disponham de mecanismos próprios para regular a conduta dos militantes e aplicar sanções previstas nos respectivos estatutos, os actos praticados no âmbito da sua organização podem ser submetidos à apreciação judicial quando estejam em causa direitos ou garantias legalmente protegidas.
A decisão do Tribunal Constitucional representa, assim, um marco no processo de contestação da medida aplicada a Valdir Cónego. Contudo, para determinar os efeitos concretos do acórdão sobre a sua reintegração no Comité Central e nas fileiras do MPLA, importa considerar os fundamentos e os termos exactos da decisão judicial.



































