Ao intervir no colóquio Angola 2035: Potência Regional, Soberania Estratégica e Novas Oportunidades na África Austral», a diplomata destacou o potencial do Corredor do Lobito para transformar a posição geográfica de Angola numa vantagem estratégica, capaz de dinamizar o comércio internacional e reforçar a integração económica regional.
Na ocasião, Guilhermina Prata sublinhou que o sucesso do empreendimento não deve ser avaliado exclusivamente pelo volume de mercadorias transportadas, mas, sobretudo, pelo valor acrescentado que permanece no território nacional e pelos benefícios económicos e sociais gerados para as populações.
Entre as prioridades apontadas, a embaixadora destacou o apoio aos agricultores nacionais, a melhoria dos mecanismos de escoamento da produção agrícola, o estímulo à indústria transformadora e o fortalecimento das pequenas e médias empresas, como factores essenciais para ampliar o aproveitamento das oportunidades proporcionadas pelo corredor.
A diplomata defendeu, igualmente, que o desenvolvimento da infra-estrutura deve estar associado à criação de postos de trabalho, particularmente para a juventude, permitindo que os angolanos participem activamente nas diferentes cadeias de valor impulsionadas pelo projecto.
Outro aspecto realçado foi a necessidade de investir no capital humano, através da formação e capacitação profissional, de modo a garantir que os grandes investimentos em infra-estruturas tenham correspondência na melhoria das competências nacionais e das condições de vida das comunidades.
A posição defendida por Guilhermina Prata coloca em evidência o desafio de transformar o Corredor do Lobito numa plataforma de desenvolvimento económico sustentável, capaz de fortalecer a produção nacional, aumentar a competitividade das empresas angolanas e consolidar a soberania económica do País.
Mais do que uma via estratégica de transporte e ligação comercial, o projecto representa uma oportunidade para Angola reforçar a sua posição na África Austral, desde que os benefícios da sua exploração se traduzam em riqueza, industrialização e oportunidades para os cidadãos.



































