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POLITICA Publicado em 29/04/2026 às 11:02 19 visualizações

JULGAMENTO DE ANTIGA MINISTRA DAS PESCAS ARRANCA NO TRIBUNAL SUPREMO SOB ACUSAÇÃO DE PECULATO

O Tribunal Supremo de Angola deu início, nesta quarta-feira, ao julgamento da antiga ministra das Pescas, Vitória de Barros Neto, acusada do crime de peculato, num processo que envolve ainda outros três arguidos e que volta a colocar no centro do debate público a responsabilização de altos gestores públicos.

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JULGAMENTO DE ANTIGA MINISTRA DAS PESCAS ARRANCA NO TRIBUNAL SUPREMO SOB ACUSAÇÃO DE PECULATO

O julgamento, que decorre sob forte expectativa social e institucional, será conduzido por um colectivo de juízes conselheiros, tendo como relator João Fuantoni, coadjuvado por Nazaré Pascoal e Artur Gunza, magistrados com experiência consolidada em processos de elevada complexidade jurídica.

De acordo com informações tornadas públicas pelo porta-voz da mais alta instância judicial do país, o processo envolve alegações de gestão danosa de recursos públicos durante o exercício de funções governativas, num contexto em que o combate à corrupção e à impunidade tem sido reiteradamente assumido como prioridade pelas autoridades angolanas.

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A figura de Vitória de Barros Neto surge, assim, no epicentro de um caso que poderá estabelecer precedentes relevantes no tratamento judicial de crimes económico-financeiros envolvendo antigos titulares de cargos públicos.

O crime de peculato, previsto na legislação penal angolana, refere-se à apropriação indevida de bens ou valores públicos por parte de agentes investidos de funções estatais, sendo considerado um dos ilícitos mais graves no domínio da gestão pública.

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Para além da arguida principal, outros três cidadãos serão igualmente julgados no âmbito do mesmo processo, o que aponta para a existência de uma alegada rede de actuação concertada, cujos contornos deverão ser esclarecidos ao longo das sessões de julgamento.

O início deste julgamento marca mais um capítulo na trajectória recente do sistema judicial angolano, caracterizada por um crescente número de processos envolvendo figuras públicas, num sinal de que o país procura consolidar uma cultura de responsabilização e de integridade na gestão da coisa pública.

A evolução do caso será determinante não apenas para os arguidos, mas também para a percepção pública sobre a eficácia do combate à corrupção em Angola, num momento em que se reforçam os apelos à moralização das instituições e à defesa do interesse colectivo.

 

Redacção
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