A posição foi reafirmada durante uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas dedicada ao conflito na Ucrânia. Lavrov declarou que a Rússia não irá interromper a chamada “operação militar especial” durante negociações, embora tenha reiterado que Moscovo está disponível para discutir uma solução para o conflito.
Segundo o chefe da diplomacia russa, uma pausa nos combates permitiria aos países europeus reforçar os arsenais ucranianos. Lavrov acusou ainda os governos europeus de contribuírem para o prolongamento do conflito através do apoio militar prestado à Ucrânia, apresentando essa posição como uma das razões para a recusa de Moscovo em suspender as operações durante as negociações.
A declaração surge num momento de intensificação dos esforços diplomáticos em torno da guerra, que se prolonga desde Fevereiro de 2022. No mesmo contexto, representantes da Ucrânia e de países ocidentais defenderam no Conselho de Segurança a necessidade de um cessar-fogo e criticaram a continuidade das operações militares russas.
Apesar das posições divergentes, Moscovo afirma continuar disponível para negociações, mas condiciona qualquer acordo ao cumprimento das exigências que considera necessárias para garantir os seus interesses de segurança. Do outro lado, Kyiv e os seus aliados defendem um cessar-fogo e uma solução negociada que preserve a soberania e a integridade territorial da Ucrânia.



































