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PONTO SOCIAL Publicado em 27/04/2026 às 14:11 27 visualizações

ONDA DE ASSALTOS ATORMENTA MORADORES DO KM 25 NO SEQUELE

Moradores dos bairros Três A e Canjinji, no Km 25, município do Sequele, província do Icolo e Bengo, denunciam uma onda crescente de assaltos nos últimos dois meses e apelam à intervenção urgente das autoridades policiais.

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ONDA DE ASSALTOS ATORMENTA MORADORES DO KM 25 NO SEQUELE
Imagem: DR Ponto de Situação

Nos últimos dois meses, os relatos de assaltos tornaram-se frequentes, com moradores a descreverem acções ousadas por parte de grupos de meliantes que actuam, maioritariamente, durante a noite.

Segundo testemunhos recolhidos no local, os criminosos invadem residências enquanto as famílias dormem, retirando bens de grande porte sem que sejam imediatamente percebidos. A forma silenciosa e aparentemente coordenada como os assaltos são executados tem deixado a população atónita.

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Dona Clementina (nome fictício), uma das vítimas, relatou o episódio vivido na madrugada de 19 de Abril.

“Estávamos a dormir e, quando acordámos, ficámos assustados com o estado da casa. Levaram tudo: arca, televisor, fogão, botija de gás, dinheiro e telemóveis. Felizmente não tocaram em ninguém, mas o susto foi grande. Pensei no pior em relação às meninas”, contou, ainda visivelmente abalada.

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A moradora acrescentou que situações semelhantes têm sido registadas noutras residências, inclusive no bairro Três A, ainda que em momentos diferentes, o que demonstra a persistência da acção criminosa na zona.

Outro residente, que preferiu manter o anonimato, alertou para o facto de, apesar da existência de energia eléctrica em algumas áreas, persistirem zonas completamente às escuras, o que facilita a actuação dos delinquentes.

 “Temos uma esquadra da Polícia Nacional de Angola ali próximo, na placa 80, na via expresso, mas estes jovens continuam a agir. Já fizemos participação, falámos com a comissão de moradores, mas a situação está a agravar-se”, afirmou.

O mesmo destacou pontos críticos como a zona dos postes de média tensão e a pracinha do Imbondeiro, considerados locais sensíveis onde a insegurança é mais acentuada.

Entre os moradores, cresce o sentimento de revolta e a percepção de que os grupos envolvidos actuam com cada vez mais audácia. “Perderam o medo. Estão agressivos e fazem o que querem”, desabafou outro residente.

A falta de iluminação pública em algumas áreas agrava ainda mais o cenário, criando condições propícias para a prática de crimes e dificultando a vigilância comunitária.

Perante este quadro, os habitantes apelam a uma intervenção mais firme e contínua das autoridades, com reforço do patrulhamento policial e medidas concretas para travar a escalada de criminalidade que ameaça a tranquilidade das famílias no Km 25.

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Tiago Figueira
Tiago Figueira

TIAGO FIGUEIRA Jornalista | Redactor de Sociedade e Política | Comentarista de Relações Internacionais. Com a Carteira 2027, desenvolve trabalho de produção e análise jornalística, procurando interpretar os acontecimentos nacionais e internacionais a partir do seu impacto na sociedade e no interesse público. Na área de Sociedade e Política, dedica-se à cobertura e produção de conteúdos sobre os principais fenómenos sociais, políticos e institucionais de Angola, privilegiando o rigor informativo, a contextualização e a clareza na abordagem dos factos.

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