O encontro decorreu sob o tema “A nova ordem mundial: as políticas das grandes potências, o domínio das multinacionais e o futuro da prosperidade humana”, em sintonia com as reflexões do Jubileu da Esperança.
Na sua intervenção, o Papa deixou afirmou que a lei deve estar sempre ao serviço da dignidade humana.
Inspirado no pensamento de Santo Agostinho, o Pontífice sublinhou a necessidade de construir pontes entre a Cidade do Homem e a Cidade de Deus.

‘‘Lembrando que o verdadeiro florescimento humano não se resume à riqueza material ou ao consumo tecnológico, mas sim ao desenvolvimento integral da pessoa físico, social, cultural, moral e espiritual’’, disse o líder católico.
O Santo Padre alertou ainda para os perigos da actual conjuntura mundial. A instabilidade geopolítica, a concentração de poder nas mãos de multinacionais, o impacto das novas tecnologias e os inúmeros conflitos armados.
Perante estes desafios, exortou os líderes políticos católicos a trabalharem com uma “política da esperança” e uma “economia da esperança”, colocando a consciência acima do poder e a justiça acima dos interesses particulares.

No final da audiência, o Papa incentivou todos os presentes a rejeitar a mentalidade de que nada pode mudar, chamando cada legislador e líder público a assumir a sua missão de serviço e transformação da sociedade.
Este momento de partilha no Vaticano, constitui um marco importante para a representação angolana na cena internacional e evidencia o papel do Presidente da UNITA na construção de uma visão política que respeite a pessoa humana, a solidariedade entre os povos e a esperança num futuro mais justo.
“O poder deve ser dominado pela consciência e a lei deve estar ao serviço da dignidade humana”, disse o Papa Leão XIV.



































