A nova acção, liderada pela administradora municipal, Nádia Neto, antecede a intervenção conjunta dos órgãos de fiscalização, da Polícia Nacional e dos serviços de Ambiente e Saneamento.
A operação enquadra-se no processo de reorganização da actividade comercial e de reposição da ordem nos espaços públicos, numa zona onde a ocupação das áreas destinadas à circulação tem condicionado a mobilidade de peões e viaturas.
Durante a acção de sensibilização realizada esta quarta-feira, 7, Nádia Neto manteve contacto directo com os agentes económicos e voltou a explicar que a medida não tem apenas como objectivo retirar estruturas comerciais das vias públicas, mas também reorganizar a actividade e melhorar as condições de circulação e convivência urbana.
A responsável municipal apelou à colaboração dos comerciantes, ao civismo e ao cumprimento das orientações da Administração, numa tentativa de assegurar que a libertação dos espaços seja feita de forma organizada.
O prazo de 72 horas concedido aos comerciantes terminou na terça-feira, 6, depois de a Administração Municipal ter orientado a retirada voluntária das estruturas e mercadorias que ocupam passeios, bermas e outras áreas de utilização pública.
Com o fim do período estabelecido, a intervenção deverá entrar numa nova fase, com a participação da Fiscalização Municipal, Polícia Nacional e Direcção Municipal do Ambiente e Saneamento, que deverão actuar na reposição dos espaços públicos.
A medida coloca em evidência um dos problemas recorrentes nas zonas de maior concentração comercial do Cazenga: a ocupação de passeios e bermas por actividades comerciais, que reduz os espaços disponíveis para os peões e pode criar constrangimentos à circulação rodoviária.
A Administração Municipal afirma, contudo, que pretende combinar a reposição da ordem com a procura de soluções para os comerciantes afectados. Nesse sentido, deverá continuar a trabalhar com comissões de moradores e associações do sector, tendo em vista a identificação de alternativas que permitam o exercício organizado da actividade comercial.
A intervenção na Rua do Comércio representa, assim, mais uma etapa do processo de reorganização dos espaços públicos no município, com a Administração a procurar conciliar a necessidade de garantir a livre circulação com a continuidade das actividades económicas desenvolvidas pelos comerciantes.
A partir desta fase, a manutenção das áreas libertadas dependerá igualmente da capacidade de fiscalização e do cumprimento das orientações por parte dos agentes económicos, de modo a evitar a reocupação dos espaços públicos após a intervenção.



































