Ouvi, pela primeira vez, o nome do atleta José Armando Sayovo quando se tornou no primeiro atleta angolano a conquistar medalhas para Angola nos Jogos Paralímpicos de Verão, após conquistar três medalhas de ouro nas provas dos 100, 200 e 400 metros, em 2004, em Atenas, na Grécia.
Vivi este momento com muita emoção e passei a acompanhar cada vez mais o atleta e os Jogos Paralímpicos.
José Sayovo passou a ser cada vez mais conhecido pela sua história de superação e pela forma como transformou as adversidades em força para representar Angola ao mais alto nível.
Voltou a representar o país nos Jogos Paralímpicos de Verão de 2008, em Pequim, na China, onde foi porta-estandarte de Angola na cerimónia de abertura dos Jogos, conquistando três medalhas de prata nas provas dos 100, 200 e 400 metros.
José Armando Sayovo, é o nosso herói, um homem que se dedicou, venceu e superou obstáculos. É, sem dúvida, um dos grandes nomes do nosso desporto e merece ser sempre homenageado e apoiado, para que continue a alcançar os seus objectivos, a inspirar outras pessoas e a ajudar novos talentos a chegar ao pódio.
A sua história merece, por isso, ser preservada e transmitida às novas gerações.
Nos últimos dias, recebi também com satisfação a informação de que, em breve, teremos a oportunidade de assistir, nas salas de cinema, a uma obra cinematográfica que retrata a história desta figura inspiradora angolana.
Esta é uma das várias formas de valorizarmos as nossas figuras que tanto fizeram pelo país e de permitirmos que as suas histórias sejam eternizadas, para que possam inspirar mudanças de atitudes e comportamentos.
Espero, com bastante expectativa, assistir ao filme para conhecer outras histórias da vida de José Sayovo, pois, por intermédio das obras cinematográficas, também aprendemos, crescemos e moldamos as nossas atitudes.
Bem-haja aos profissionais que pensaram em levar a história de Sayovo ao cinema.
Que surjam mais e mais iniciativas como esta, em tributo a outros cidadãos que tudo fizeram em prol de Angola.
As homenagens podem assumir diferentes formas: livros, músicas, festas, workshops, palestras, feiras, dança, teatro, estátuas e outras manifestações artísticas. O importante é que saibamos reconhecer, em vida, aqueles que contribuíram para a construção da nossa sociedade.
Importa recordar que José Sayovo perdeu a visão em 1998, devido à explosão de uma mina antitanque durante o serviço militar. Encontrou, porém, no desporto paralímpico, uma nova vida e tornou-se num símbolo de resiliência nacional.
As homenagens em vida têm um sabor especial.
Em Caxito, província do Bengo, foi inaugurado recentemente o Complexo Desportivo Paralímpico José Armando Sayovo, uma infraestrutura de grande dimensão destinada ao desenvolvimento do desporto adaptado em Angola.
Sigamos o exemplo, porque uma sociedade que sabe homenagear os seus heróis também sabe preservar a sua memória.
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