As novas directrizes visam melhorar a qualidade e a credibilidade das informações disponibilizadas ao mercado, promovendo práticas de governação alinhadas com os padrões internacionais. O documento determina que as instituições financeiras assegurem a divulgação de dados relevantes e úteis para a tomada de decisões.
Entre as medidas previstas, consta a elaboração e publicação de um Relatório de Sustentabilidade anual, devidamente revisto, com informações claras sobre as estruturas de governação e as responsabilidades internas de cada instituição.
O regulador orienta igualmente os bancos e outras entidades financeiras a integrarem os riscos ambientais, sociais e de governação (ESG) nos respectivos sistemas de gestão de riscos. As instituições deverão ainda explicar de que forma os riscos climáticos e as iniciativas de inclusão financeira influenciam os seus modelos de negócio, as receitas e as estratégias de investimento.
Para acompanhar a implementação destas medidas, o Anexo II da Carta Circular estabelece indicadores mínimos de sustentabilidade e metodologias de cálculo relacionadas com o financiamento sustentável e o impacto social.
Com estas orientações, o BNA pretende reforçar a prestação de contas e a capacidade de resposta do sistema financeiro angolano aos desafios ambientais e sociais, promovendo maior estabilidade e alinhamento com os compromissos internacionais em matéria de finanças sustentáveis.



































