O presidente do Partido BASTA, Domingos Joveth, considera que a intervenção do Chefe de Estado poderá retomar assuntos já abordados em discursos anteriores, nomeadamente as obras públicas, os concursos públicos, a diplomacia e a preparação das eleições gerais de 2027. O dirigente admite igualmente a abordagem do Orçamento Geral do Estado para 2027, mas não antevê grandes novidades na mensagem presidencial.
Por sua vez, o presidente do Renova Angola, Manuel Fernandes, defende que o discurso deve apresentar um balanço transparente da governação, acompanhado de compromissos concretos para o país. Na sua perspectiva, a intervenção representa uma oportunidade para esclarecer os resultados alcançados durante os mandatos de João Lourenço e o legado que pretende deixar antes do fim do mandato.
Já o presidente do PADA-Aliança Patriótica, Alexandre Sebastião André, espera uma intervenção abrangente, capaz de avaliar a situação política, económica e social do país. O dirigente considera que a proximidade das eleições de 2027 exige maior atenção à intolerância política e ao reforço da convivência democrática.
No domínio económico e social, Alexandre Sebastião André questiona os efeitos do crescimento anunciado pelo Executivo na vida das famílias, apontando a dificuldade de acesso aos alimentos como uma das principais preocupações da população. Na saúde, manifesta preocupação com a falta de medicamentos nos hospitais, sobretudo para o tratamento de doenças como a malária, a hipertensão e a diabetes.
As posições dos três dirigentes colocam a fome, a assistência médica e a estabilidade política entre as principais questões que esperam ver esclarecidas no discurso sobre o Estado da Nação, previsto para 15 de Outubro, num momento em que o país se prepara para as eleições gerais de 2027.



































