A contagem provisória representa uma redução de cerca de 14 pontos percentuais em relação ao resultado alcançado pelo partido nas eleições autárquicas de 2021. O recuo é associado ao descontentamento dos eleitores com o desemprego, a criminalidade, as denúncias de corrupção e as dificuldades na prestação de serviços públicos essenciais.
Na distribuição nacional dos votos, a Aliança Democrática (DA) ocupa a segunda posição, com 24,1%, enquanto o partido uMkhonto weSizwe (MK), liderado pelo antigo Presidente Jacob Zuma, regista 9,3%.
A participação eleitoral também aumentou, passando dos 46% registados em 2021 para uma estimativa de 54,5% dos eleitores recenseados, segundo a Comissão Eleitoral.
A redução do apoio ao ANC é particularmente visível em importantes centros urbanos. Em Joanesburgo, a Aliança Democrática liderava a contagem com 40%, contra 17,5% do ANC e 15,5% do ActionSA, num cenário marcado por reclamações sobre cortes de água e electricidade, falhas na recolha de lixo e degradação das vias públicas.
Na província de KwaZulu-Natal, o partido MK, liderado por Jacob Zuma, também ganha terreno. No município de eThekwini, que inclui a cidade de Durban, a formação política registava 41% dos votos com metade das urnas apuradas, reforçando a possibilidade de negociações entre partidos para a formação de coligações.
Os resultados provisórios apontam para uma disputa mais fragmentada pelo controlo dos governos municipais, enquanto a divulgação dos resultados finais e a distribuição dos assentos deverão abrir caminho à escolha dos novos responsáveis pelas administrações locais.



































