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ECONOMIA Publicado em 28/04/2026 às 13:22 14 visualizações

PORTOS DE CABINDA E SOYO PASSAM PARA GESTÃO DA SOGESTER PARA IMPULSIONAR CABOTAGEM E EFICIÊNCIA LOGÍSTICA

O Ministério dos Transportes formalizou na segunda-feira, 27, a concessão da gestão dos terminais marítimos e fluviais dos portos de Cabinda e do Soyo à Sociedade Gestora de Terminais SOGESTER S.A., num passo estratégico inserido no processo de modernização do sector portuário nacional e na dinamização do transporte de cabotagem.

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PORTOS DE CABINDA E SOYO PASSAM PARA GESTÃO DA SOGESTER PARA IMPULSIONAR CABOTAGEM E EFICIÊNCIA LOGÍSTICA

A medida, que contempla um período de concessão de 20 anos, visa reforçar a eficiência operacional das infra-estruturas portuárias, reduzir os custos logísticos e potenciar a integração socioeconómica das províncias de Cabinda e do Zaire, regiões com forte dependência do transporte marítimo para a circulação de pessoas e mercadorias.

No acto de passagem de gestão, o secretário de Estado para os sectores da Aviação Civil, Marítimo e Portuário, Adilson Catala, sublinhou que a iniciativa responde a uma orientação estratégica do Executivo, centrada na criação de soluções logísticas mais eficientes e sustentáveis.

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“A construção e operacionalização destes terminais enquadra-se na necessidade de melhorar o transporte marítimo de passageiros e bens, reduzindo constrangimentos e respondendo às exigências das populações e dos agentes económicos”, afirmou Adilson Catala.

O governante, destacou de forma particular o caso de Cabinda, cuja descontinuidade territorial impõe desafios acrescidos ao Estado angolano.

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Segundo explicou, a aposta na concessão e na profissionalização da gestão portuária pretende garantir maior regularidade nos serviços, assegurando cadeias de abastecimento mais estáveis e acessíveis.

Inaugurado em 2021, o Porto de Cabinda dispõe de infra-estruturas modernas e capacidade para movimentar mais de 100 mil passageiros, sendo considerado um activo estratégico para o desenvolvimento regional.

Já o terminal do Soyo assume um papel complementar, sobretudo no apoio à actividade económica ligada ao sector energético e ao comércio local.

Para o Executivo, estas infra-estruturas ultrapassam a sua dimensão física, assumindo-se como instrumentos concretos de mobilidade, integração económica e melhoria das condições de vida das populações.

A gestão pela SOGESTER surge, assim, como uma tentativa de alinhar os portos angolanos com padrões internacionais de eficiência e competitividade.

Especialistas do sector consideram que o sucesso da medida dependerá da capacidade de execução da concessionária, da transparência na gestão e da articulação com outros projectos estruturantes, como o reforço da rede logística nacional e o desenvolvimento de corredores de transporte integrados.

Com esta decisão, Angola reforça a aposta na cabotagem como alternativa viável ao transporte rodoviário, numa altura em que o país procura diversificar a sua economia e optimizar os seus sistemas de distribuição interna.

Redacção
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