Numa mensagem dirigida aos militantes, apoiantes e cidadãos que manifestaram solidariedade para com a sua candidatura, o antigo dirigente agradeceu o apoio recebido e reafirmou a determinação de continuar a defender as suas convicções, a honra e a dignidade. “Aos que me dizem ‘não desista’, respondo com sinceridade: eu também não desisto”, declarou.
Higino Carneiro reconheceu o empenho dos subscritores da candidatura e da equipa que trabalhou em várias províncias do país, considerando que a confiança depositada pelos apoiantes representa uma responsabilidade.
Com mais de 50 anos de ligação ao MPLA, sustentou que a política deve constituir um instrumento de serviço ao povo e de construção de um futuro melhor para Angola.
O general aproveitou igualmente a ocasião para defender o reforço da democracia interna no partido, com regras claras, procedimentos transparentes e igualdade de condições entre os militantes. Na sua perspectiva, a divergência de ideias não deve ser confundida com inimizade, nem a fidelidade partidária exigir a renúncia ao pensamento próprio.
A manutenção da anulação da candidatura foi justificada pelo MPLA com alegadas irregularidades na documentação apresentada, incluindo suspeitas relacionadas com assinaturas e documentos de identificação. Na mesma decisão, o Comité Central determinou a instauração de um processo disciplinar contra o general.
Quanto ao futuro político, Higino Carneiro afirmou que não pretende tomar decisões sob pressão emocional ou das circunstâncias, preferindo ouvir os apoiantes e avaliar as possibilidades existentes. Contudo, deixou claro que a sua mensagem não representa uma despedida da vida pública.
“Uma candidatura pode ser anulada. Uma iniciativa pode ser impedida por uma decisão. Mas nenhuma dessas circunstâncias apaga uma vida de serviço”, afirmou, reiterando o compromisso com Angola e os angolanos.



































