Após o ataque, as Forças Armadas de Israel impuseram um “cerco total” à cidade de Hebron. Netanyahu afirmou ter ordenado que as Forças de Defesa de Israel (FDI) se preparassem para fechar completamente a Cisjordânia a partir desta sexta-feira, mas ainda não está claro exatamente quando a medida entrará em vigor nem por quanto tempo será mantida.
Os dois homens armados foram mortos a tiros, informaram as FDI em comunicado. As forças israelitas continuaram as buscas na região por outras pessoas que possam estar ligadas ao ataque. Ainda não estava claro se alguma das vítimas era militar ou civil.
Vídeos feitos no local mostram um confronto armado entre os palestinos e as forças israelitas que durou pelo menos vários minutos, com repetidas rajadas de tiros. Em um vídeo da Reuters, um socorrista israelita grita que os disparos já duravam pelo menos 20 minutos e que havia dificuldades para retirar os feridos do local.
O ataque ocorreu apenas quatro dias antes das eleições em Israel, as primeiras desde o ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. A votação representa um teste importante para Netanyahu, que tem tentado se apresentar como um líder rigoroso em questões de segurança.
As FDI disseram ter localizado um veículo utilizado pelos homens armados no ataque, que continha “uma grande quantidade” de munição.
“Este foi um grave ataque terrorista”, afirmou o chefe do Estado-Maior das FDI, tenente-general Eyal Zamir, após uma avaliação da situação. “A acção rápida dos combatentes impediu um ataque ainda mais grave e novos danos a civis e às forças de segurança.”
Segundo Zamir, a munição encontrada no veículo seria utilizada “para realizar um ataque em escala muito maior”.
Zamir afirmou que as FDI também realizarão novas prisões de suspeitos e ampliarão as operações de inteligência na região.
“Vamos perseguir os terroristas do Hamas e aqueles que os enviaram, onde quer que estejam e a qualquer momento”, afirmou Netanyahu em comunicado.



































