A denúncia é da Associação dos Vendedores dos Mercados de Angola (AVEMA), que questiona a falta de apoio por parte da Administração Municipal de Cacuaco.
Segundo o presidente da associação, Orlando Nelson Domingos, os vendedores pagam regularmente taxas de ocupação, limpeza e segurança, mas não dispõem de mecanismos de protecção em situações de calamidade.
O responsável lamenta que, após perderem o capital investido nos negócios, os comerciantes continuem sem informações sobre eventuais apoios ou compensações.
Perante a situação, a AVEMA defende a criação urgente de um sistema de seguros obrigatório para os mercados, financiado com parte das taxas cobradas aos vendedores. A medida, segundo a associação, permitiria proteger os comerciantes em caso de incêndios, inundações e outras ocorrências que coloquem em risco os seus negócios.
O caso volta a colocar em evidência a vulnerabilidade do comércio informal em Luanda, actividade da qual dependem milhares de famílias para garantir o seu sustento, e a necessidade de mecanismos que permitam reduzir os prejuízos e apoiar os afectados por situações de emergência.



































