A ministra de Estado dos Assuntos Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos, Lana Nusseibeh, apresentou a sua candidatura ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), com uma proposta de reforma centrada na eficiência e na definição de prioridades.
Durante um diálogo interactivo na Assembleia Geral, a candidata defendeu que a organização deve concentrar os seus recursos nas áreas em que a sua intervenção é indispensável.
Perante representantes dos Estados-membros e da sociedade civil, Nusseibeh considerou que a tentativa de responder a todas as questões internacionais pode comprometer a eficácia da instituição. A diplomata prometeu ainda defender os direitos humanos sem critérios duplos e assegurar uma liderança independente, imparcial e comprometida com resultados concretos.
Formalizada pelos Emirados Árabes Unidos a 21 de Outubro, a candidatura surge no processo de escolha do próximo secretário-geral, uma vez que o mandato de António Guterres termina a 31 de Dezembro de 2026. A sucessão continua marcada por dificuldades para alcançar consenso no Conselho de Segurança, onde os cinco membros permanentes que são: Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido, dispõem do poder de veto.
Lana Nusseibeh foi representante permanente dos Emirados Árabes Unidos junto da ONU entre 2013 e 2024. Durante esse período, exerceu funções de vice-presidente da Assembleia Geral e presidiu ao Conselho Executivo da ONU Mulheres.
A diplomata participou igualmente em iniciativas de revitalização da Assembleia Geral e de reforma do Conselho de Segurança. O seu percurso nas Nações Unidas constitui uma das bases da candidatura, apresentada num contexto de debate sobre a eficácia e o futuro da governação multilateral.



































