WILLIAM DE ALMEIDA CRITICA ARBITRAGEM APÓS DERROTA DO 1.º DE AGOSTO NO DÉRBI FRENTE AO PETRO
O treinador do 1.º de Agosto, William de Almeida, manifestou forte descontentamento com a arbitragem após a derrota por 18-31 diante do Petro de Luanda, em partida referente ao Campeonato Provincial Sénior Feminino de Andebol, apontando alegadas irregularidades e falta de respeito pela sua equipa.
No final do encontro disputado no Pavilhão Paulo Bunze, William de Almeida não poupou críticas à actuação da equipa de arbitragem, afirmando que o jogo foi condicionado por decisões que, na sua perspectiva, prejudicaram o desempenho do 1.º de Agosto.
“Houve duas equipas em campo: a de arbitragem e a do Petro. Não nos permitiram jogar”, declarou o técnico, visivelmente agastado, sublinhando que situações de alegado “amiguismo” têm marcado alguns jogos, o que, segundo afirmou, compromete a verdade desportiva da competição.
Apesar das críticas, o treinador reconheceu o mérito do Petro de Luanda pela vitória, admitindo igualmente falhas internas da sua equipa, nomeadamente na finalização. Ainda assim, considerou que a actuação dos árbitros teve influência significativa no desfecho do encontro.
O técnico revelou também ter sido expulso durante o jogo, aceitando a sanção, mas justificando-a como resultado de uma contestação que considerou legítima face ao que descreveu como decisões injustas. “Assumo o vermelho justo, mas estava a reclamar algo que é justo”, afirmou.
Outro ponto levantado por William de Almeida prende-se com a recorrência da mesma equipa de arbitragem em jogos em que o 1.º de Agosto sofre derrotas expressivas, sugerindo um padrão que, na sua visão, deve ser analisado pelas entidades competentes.
Para o treinador, o encontro ficou aquém do esperado em termos de qualidade e equilíbrio, considerando tratar-se de um dérbi de grande importância no andebol angolano. “Um jogo desta dimensão merecia uma arbitragem à altura”, frisou, lamentando o que classificou como um “péssimo espectáculo”.
As declarações do técnico do 1.º de Agosto reacendem o debate sobre a arbitragem nas competições nacionais, levantando questões sobre transparência, imparcialidade e qualidade técnica, num momento em que o desporto angolano procura afirmar-se com maior credibilidade no plano interno e internacional.





































