HÁ “NÃOS” QUE NÃO FECHAM CAMINHOS
Quantas vezes ficamos desanimados ao receber um “não”? Quantas vezes cruzamos os braços diante de uma resposta negativa?
Ao longo da vida, entre o “sim” e o “não”, inevitavelmente receberemos uma dessas respostas.
Muitas pessoas bateram a inúmeras portas à procura de oportunidades em diferentes áreas da vida e nem sempre ouviram um “sim”. Ainda assim, depois de muitas tentativas e dificuldades, conseguiram oportunidades que hoje consideram melhores do que aquelas que inicialmente procuravam. Talvez, se tivessem sido aceites antes, não alcançassem os mesmos resultados.
Em muitos casos, o “não” surge porque alguém considera que ainda não estamos preparados para assumir determinado projecto ou responsabilidade. Nesses momentos, é natural sair desmotivado.
Algumas pessoas transformam essa rejeição em incentivo para crescer, investindo na leitura, na pesquisa, na formação e em outras formas de aquisição de conhecimento. Mais tarde, percebem que o “sim” chegou no momento certo, quando já estavam devidamente preparadas.
Há também quem, depois de sucessivos “nãos”, tenha decidido apostar no empreendedorismo e hoje é referência na sua área de actuação. Muitos afirmam que essa foi a melhor decisão das suas vidas.
No campo afectivo, várias pessoas não conseguiram ficar com quem desejavam. Receberam uma resposta negativa, sofreram com isso, mas, com o passar do tempo, encontraram relações mais equilibradas e felizes. Em certos momentos, a dor parece definitiva, mas o tempo acaba por mostrar novos caminhos.
Também acontece quando os pais negam autorização para participar em determinados convívios, integrar certas organizações ou abraçar alguns projectos. Mais tarde, ao conhecer o desfecho dessas situações, muitos percebem que aquela resposta negativa representava, afinal, uma forma de protecção.
Há casos de pessoas que insistiram em avançar, mesmo depois de vários alertas, e acabaram por se arrepender profundamente.
Recordo uma história antiga: enquanto a esposa preparava o jantar, o marido permanecia sentado na sala. De repente, ouviram-se gritos na rua que indicavam uma briga. A mulher decidiu sair para ver o que estava a acontecer. O marido tentou impedi-la, mas ela insistiu. Pouco depois, um disparo atingiu-a. Restou apenas o arrependimento, tardio e irreversível.
Também existem relatos de pessoas que perderam dinheiro ao entrarem em negócios sobre os quais já haviam sido alertadas. Ainda assim, insistiram, acreditando que com elas seria diferente. Em muitos desses casos, a teimosia teve consequências negativas.
As histórias são inúmeras e os resultados, muitas vezes, não são positivos, por isso, compreender o verdadeiro significado de um “não” deve ser um exercício constante. Há “nãos” que não fecham caminhos, apenas evitam consequências negativas.
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