INTERVENÇÃO DE TRUMP NA COPA EXPÕE LAÇOS POLÍTICOS DA FIFA
A Federação Internacional de Futebol (Fifa) provocou uma reviravolta no Domingo, 5, ao suspender um cartão vermelho contra um atacante dos Estados Unidos na Copa do Mundo.
O presidente americano, Donald Trump, teria pedido directamente ao presidente da entidade, Gianni Infantino, que a decisão do árbitro brasileiro Raphael Claus fosse revisada.
Como resultado, Folarin Balogun está autorizado para a partida contra a Bélgica nos oitavos de final desta segunda-feira, 6.
A medida colocou o processo disciplinar da Fifa no centro da atenção global, provocou uma reação furiosa da Bélgica e consolidou a relação entre a entidade máxima do futebol e o poder político como principal tema desta Copa.
Em questão de minutos, a intervenção da Fifa desencadeou uma das maiores tempestades midiáticas do torneio. Analistas e ex-jogadores discutem se a federação fez justiça ou minou as próprias regras, na esteira de outras controvérsias envolvendo a relação de afinidade entre Infantino e Trump.
Balogun marcou seu terceiro golo da Copa sobre a Bósnia e Herzegovina na semana passada, mas recebeu o cartão vermelho no segundo tempo por cravar a chuteira no tornozelo de Tarik Muharemovic.
O jogador americano de 25 anos foi expulso após revisão do VAR, sob o protesto do técnico dos EUA, Mauricio Pochettino.
Casa Branca comemora decisão
Trump ligou para Infantino após o jogo em que Balogun foi suspenso, reportaram as agências de notícias Reuters, France-Presse e Associated Press, citando fontes em anonimato. A Fifa então anunciou a reversão da suspensão de um jogo que Balogun enfrentava devido ao cartão vermelho.
Em nota, a Fifa afirmou que Balogun estará sujeito a um período probatório de ano, justificando a decisão no seu código disciplinar. A entidade tem discricionariedade para suspender total ou parcialmente a aplicação de uma sanção disciplinar.
"Se Folarin Balogun cometer outra infração de natureza e gravidade semelhantes durante o período probatório, a suspensão será reativada e a sanção aplicada sem prejuízo de qualquer sanção adicional imposta pela nova infração," acrescentou.
A Federação de Futebol dos EUA aceitou a decisão, enquanto Trump optou por um agradecimento público.
"Obrigado à Fifa por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça", escreveu Trump na própria mídia social.
Já a Casa Branca celebrou, na sua página oficial da rede social X, escrevendo: "EUA-EUA-EUA."




































