SIC DETÉM ALEGADOS MEMBROS DO GRUPO "KIBALANGONGO"
Mais dois presumíveis integrantes do grupo criminoso denominado "Kibalangongo" foram detidos pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), elevando para quatro o número de suspeitos sob custódia no âmbito das investigações relacionadas com associação criminosa, ofensas graves à integridade física, agressão sexual e roubos qualificados com recurso a armas de fogo.
Segundo o chefe do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do SIC-Luanda, Fernando Carvalho, os quatro detidos são apontados como protagonistas de várias acções criminosas registadas no município da Maianga.
Entre os casos investigados destaca-se um assalto ocorrido na madrugada de 24 de Abril de 2026, no condomínio Vila da Gamek, bairro Gamek Vila.
De acordo com o SIC, os suspeitos, acompanhados por um alegado comparsa ainda em fuga, terão escalado o muro do condomínio e surpreendido um engenheiro de construção civil, de 46 anos, que se encontrava num convívio familiar em frente à sua residência.
Ainda segundo a investigação, os alegados assaltantes, armados com uma espingarda do tipo AKM e uma pistola, terão ameaçado a vítima de morte, roubado um fio de prata e, perante uma tentativa de resistência, efectuado um disparo que atingiu o cidadão num dos membros inferiores.
Entre os detidos encontra-se Nicolau Carlos Manuel Francisco, conhecido por "Nico", que rejeita qualquer envolvimento nas acções criminosas de que é suspeito.
Em declarações às autoridades, Nicolau Francisco afirmou que foi detido apenas pelo facto de ter sido encontrada uma arma de fogo na sua residência. O suspeito, que se identifica como mototaxista, alegou que a arma foi retirada de uma casa abandonada e negou ter participado em qualquer assalto ou outro acto criminoso.
O detido admitiu conhecer Emanuel Kengo, conhecido por "Mano Pi", mas negou integrar o alegado grupo criminoso. Segundo a sua versão, Mano Pi deslocava-se ocasionalmente à sua residência para buscar munições, insistindo que nunca participou em qualquer actividade ilícita.
As investigações prosseguem para o esclarecimento integral dos factos, localização do suspeito ainda foragido e eventual responsabilização criminal dos envolvidos, nos termos da lei.




































