ANGOLA REFORÇA ESTRATÉGIAS PARA ENFRENTAR IMPACTOS DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS
Angola figura entre os países mais afectados pelas alterações climáticas, ocupando a 23.ª posição no Índice Global de Risco Climático. As secas, inundações, erosão dos solos e a subida do nível do mar continuam a representar os principais desafios ambientais, com impactos significativos na agricultura, segurança alimentar e condições de vida das populações.
O secretário de Estado para a Acção Climática e Desenvolvimento Sustentável, Nascimento Soares, afirmou esta quarta-feira, 24, em Luanda, que Angola continua vulnerável aos efeitos das alterações climáticas, que se manifestam através de secas prolongadas, cheias, tempestades e ondas de calor, fenómenos que afectam sobretudo as populações mais vulneráveis.
Ao discursar na abertura do Diálogo Nacional sobre Mobilidade Humana no Contexto da Degradação Ambiental, Desastres e Alterações Climáticas, o responsável destacou que a região da África Subsaariana tem registado eventos climáticos extremos com consequências severas para os meios de subsistência das comunidades.
Segundo Nascimento Soares, Angola não está imune a esta realidade. Nos últimos anos, as províncias do Sul e do Leste do país têm sido particularmente afectadas por secas severas e pela irregularidade das chuvas, situação que tem comprometido a produção agrícola, a segurança alimentar, a disponibilidade de recursos hídricos e as condições de vida das populações.
O governante referiu que o Executivo angolano tem vindo a desenvolver várias iniciativas para mitigar os efeitos da seca, com destaque para a construção de canais de captação e distribuição de água, bem como outras infra-estruturas de apoio às comunidades afectadas. Contudo, reconheceu que persistem desafios significativos para reforçar a resiliência das populações mais vulneráveis.

Imagem: DR Ponto de Situação
Por sua vez, a directora nacional para a Acção Climática e Desenvolvimento Sustentável do Ministério do Ambiente, Ivone Pascoal, destacou que as alterações climáticas têm provocado deslocações internas de populações, obrigando muitas famílias a abandonarem as suas terras em busca de zonas com melhores condições para a prática da agricultura e garantia do sustento familiar.
A responsável explicou que o diálogo pretende promover uma reflexão sobre o impacto das alterações climáticas na mobilidade humana, bem como analisar as respostas que o Estado angolano tem vindo a implementar para enfrentar estes fenómenos.
Entre as principais medidas adoptadas pelo país, Ivone Pascoal destacou o Plano Nacional de Desenvolvimento, que integra acções relacionadas com a adaptação e mitigação das alterações climáticas, bem como a Estratégia Nacional para as Alterações Climáticas 2022-2035.
Este instrumento estratégico assenta em cinco pilares fundamentais, incluindo medidas de mitigação das emissões e de adaptação aos impactos climáticos.
O Diálogo Nacional sobre Mobilidade Humana no Contexto da Degradação Ambiental, Desastres e Alterações Climáticas decorre de 24 a 26 de Junho, em Luanda.
O evento é promovido pelo Ministério do Ambiente, em colaboração com a Organização Internacional para as Migrações, e visa igualmente debater a implementação da Declaração Ministerial de Kampala sobre Migração, Ambiente e Alterações Climáticas.





































