O PRATO QUE MUITOS ESQUECEM DE HONRAR

Hoje decidi reflectir sobre a ingratidão, um mal que cresce na humanidade e que, apesar de difícil de erradicar, precisa de ser combatido urgentemente. 

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Diariamente ouvimos ou lemos comentários de pessoas que se queixam da falta de reconhecimento que testemunham. Muitos não poupam esforços para ajudar o próximo, investindo tempo e afecto sem esperar nada em troca, mas acabam por receber o desprezo daqueles que preferem ignorar o bem que lhes foi feito.

Há quem chegue mesmo a ir para as ruas espalhar comentários negativos sobre quem, em tempos, lutou pelo seu progresso, deixando essa pessoa em maus lençóis simplesmente porque julga já não precisar do seu apoio.

Vemos isto acontecer frequentemente: o profissional que vira as costas ao mentor que o formou, ou o amigo que esquece quem lhe estendeu a mão nos dias de tempestade. Engana-se quem pensa desta forma. O tempo tem-me mostrado que, mais cedo ou mais tarde, aqueles que se alimentam da ingratidão acabam por bater novamente à porta de quem um dia abdicou de si para observar o sorriso no rosto do próximo.

Ao longo dos meus poucos anos de vida, já testemunhei e ouvi várias histórias desta natureza, cujos efeitos são visíveis e, por vezes, irreversíveis.

É lastimável o cenário que se verifica. Muitos, depois de alcançarem os seus objectivos e o topo da montanha, abandonam a humildade, passam a trilhar caminhos de falsidade, revelam uma face obscura, criam alianças de conveniência e levantam falsos testemunhos contra quem financiou ou apoiou o seu crescimento.

No fim, estas pessoas acabam por não consolidar o seu sucesso. Devido à soberba, ficam com a imagem manchada, portas fechadas, inimizades feitas e a perda total de confiança daqueles que outrora validaram a sua caminhada. O caminho da ingratidão traz consigo o isolamento e, por isso, não deve ser trilhado.

Precisamos de mudar para construirmos um futuro melhor. Muitas vezes questiono-me: que legado deixaremos? Esta é uma pergunta que não devemos esquecer de colocar diariamente. Ela ajuda-nos a compreender como está a nossa vida e o que temos feito para o progresso individual e colectivo.

Todos, sem excepção, deixaremos uma marca: uns serão transmitidos de geração em geração de forma positiva, enquanto outros permanecerão na memória de forma negativa. Espero que, entre os vários legados que cada um de nós poderá deixar, o da gratidão seja o principal.

Pensemos nisso, pois o caminho prossegue rumo a um amanhã mais próspero. Se formos gratos, a sociedade terá, com certeza, uma outra face: mais humana, mais justa, mais luminosa e mais solidária.

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