BENGUELA: CALAMIDADE EXPÕE MILHARES DE CRIANÇAS FORA DO SISTEMA DE ENSINO E CASOS DE DESAPARECIMENTO

Durante uma conferência de imprensa do secretariado provincial da UNITA sobre a calamidade que afectou a província de Benguela, foram levantadas preocupações quanto ao impacto social da crise, com destaque para o elevado número de crianças fora do sistema de ensino e vários casos de crianças dadas como desaparecidas.

Imagem cedida

Para além dos danos materiais, a situação em Benguela revela um quadro social preocupante. Dados apresentados indicam que cerca de 13.649 crianças encontram-se privadas de aulas, em consequência da afectação de 11 escolas, comprometendo seriamente o percurso académico de milhares de menores.

Entretanto, a crise não se limita ao sector da educação. Entre os escombros e o desalento das famílias, surgem histórias marcadas pela dor e incerteza.

Várias crianças foram dadas como desaparecidas, entre as quais José Manuel, de 5 anos, Agostinho, de 6 anos, Yasmira Moisés, de 11 anos, Heritssana Cristóvão, de 2 anos, Letícia Fernando, de 9 anos, Dani Longuenda, de 7 anos, Daniel Mandala, de 7 anos, Louisa Ndocosso, de 13 anos, Gabriel Lootes, de 13 anos, Wálter Bongue, de 12 anos, Bernício Chicala, de 12 anos, Lázaro Filipe Manuel, de 12 anos, Vitória Rebeca, Dilma, de 8 anos, Tosi, de 12 anos, e Janilda, de 9 anos, entre outras ainda por identificar plenamente.

Apesar de algumas destas crianças já terem sido reencontradas e devolvidas ao convívio familiar, outras continuam desaparecidas, deixando famílias em estado de angústia e exigindo maior empenho das autoridades na sua localização.

O maior partido da oposição Unita, defende que, para além da resposta imediata à calamidade, é fundamental olhar com maior profundidade para o impacto social e humano da crise, garantindo não só o regresso das crianças às aulas, como também a protecção integral dos menores afectados.

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