JOSIMAR MENDES ALERTA PARA CRISE DA EMPREGABILIDADE JUVENIL NO CATINTON
O alerta foi lançado pelo assessor de comunicação, articulista e formador Josimar Mendes, que defende uma formação voltada às necessidades concretas do território como caminho para impulsionar o desenvolvimento local e reduzir a exclusão social no bairro Catinton.
A falta de orientação profissional, a escassez de centros de formação e a reduzida aposta no empreendedorismo continuam a agravar o desemprego juvenil nas comunidades periféricas de Luanda, segundo Josimar Mendes.
Num contexto em que milhares de jovens enfrentam dificuldades para entrar no mercado de trabalho, sobretudo nas zonas periféricas da capital angolana, Josimar Mendes considera que o principal problema da juventude não está apenas na falta de emprego, mas na ausência de políticas de orientação profissional ajustadas à realidade das comunidades.
“O que falta não é formação, mas sim orientação profissional. Existem jovens muito bem formados, mas sem alguém que os direccione e os ajude a transformar o conhecimento em oportunidade”, afirmou.
Segundo o especialista, cada comunidade possui características económicas e sociais próprias, razão pela qual os programas de formação profissional não devem ser aplicados de forma genérica.

Imagem: DR Ponto de Situação
“O desenvolvimento no Catinton não é igual ao de Talatona, Belas ou outras zonas. Cada território tem a sua realidade e precisa de soluções específicas”, frisou.
Para Josimar Mendes, a empregabilidade juvenil deve caminhar lado a lado com o desenvolvimento local, valorizando os recursos existentes dentro das próprias comunidades.
O articulista, entende que muitos jovens continuam afastados das oportunidades porque os programas actuais não dialogam com as necessidades reais do território.
A situação, segundo explicou, torna-se ainda mais preocupante devido à escassez de centros de formação profissional no Catinton. Actualmente, a comunidade conta apenas com um centro, obrigando dezenas de jovens a deslocarem-se diariamente para outras localidades em busca de qualificação.
“Muitos jovens saem do Catinton para procurar formação no Rocha Pinto, no Cassequel e noutras zonas. Isso demonstra a falta de investimento local na juventude”, lamentou.
O formador defendeu uma aposta mais séria no empreendedorismo comunitário como alternativa ao desemprego juvenil. Para ele, a juventude precisa deixar de depender exclusivamente do emprego formal e começar a enxergar oportunidades dentro da própria comunidade.
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