CANDIDATURAS À PRESIDÊNCIA DO MPLA DECORREM ATÉ OUTUBRO NUM PROCESSO MARCADO POR EXPECTATIVA INTERNA
O processo de recepção de candidaturas à presidência do MPLA decorre entre 28 de Março e 25 de Outubro do corrente ano, no âmbito do IX Congresso Ordinário, agendado para os dias 9 e 10 de Dezembro, sob o lema “MPLA: Compromisso com o Povo, Confiança no Futuro”.
O coordenador da Subcomissão de Candidaturas da Comissão Nacional Preparatória do IX Congresso Ordinário, Job Capapinha, assegurou que podem candidatar-se todos os militantes no pleno gozo dos seus direitos, desde que não estejam em situação de inelegibilidade ou incompatibilidade.
Job Capapinha esclareceu que as candidaturas devem ser suportadas por um número mínimo de 5 mil assinaturas, incluindo pelo menos 250 por província.
Entre os critérios exigidos aos candidatos destacam-se: ser cidadão angolano no pleno gozo dos direitos civis e políticos; demonstrar lealdade à linha política do partido; possuir experiência, integridade e capacidade de liderança, com um tempo mínimo de militância de 15 anos.
Job Capapinha afirmou que a verificação dos processos entregues pelos candidatos será feita de 26 de Outubro a 1 de Novembro. Já a notificação aos candidatos ocorrerá de 2 a 5 de Novembro.
A campanha eleitoral será realizada por um período de 15 dias nos níveis intermédios (comuna a província) e de 30 dias ao nível nacional, até 24 horas antes do congresso, isto é, de 6 de Novembro a 7 de Dezembro.
Segundo a Subcomissão de Candidaturas da Comissão Nacional Preparatória do IX Congresso Ordinário do MPLA, este período deve ser encarado como uma oportunidade de reforço da democracia interna e de apresentação dos programas dos candidatos.
Sem candidaturas até ao momento
A abertura do processo de candidaturas à liderança do MPLA marca o início de uma fase estratégica no seio da formação política, que se prepara para renovar ou reafirmar a sua direcção num contexto de desafios internos e externos, numa altura em que nenhum militante demonstrou até ao momento intenção formal de concorrer ao cadeirão máximo do partido.
A eleição da liderança desta força política assume particular relevância, tendo em conta o seu peso histórico e político em Angola, onde continua a desempenhar um papel central na governação e definição das principais políticas públicas.
O processo de candidaturas deverá também servir como espaço de debate interno, onde diferentes visões sobre o futuro do partido poderão emergir, contribuindo para a redefinição de estratégias e prioridades num cenário político em constante evolução.
À medida que se aproxima o prazo final, cresce a expectativa em torno dos nomes que poderão avançar para a corrida, bem como das propostas que irão marcar o debate interno, num momento que poderá influenciar significativamente o rumo político do país nos próximos anos.





































