EMPATE ENTRE PETRO E WILIETE REACENDE POLÉMICA SOBRE ARBITRAGEM NO GIRABOLA

O empate a uma bola entre o Petro de Luanda e o Wiliete Sport Clube de Benguela, no jogo da 18.ª jornada da Girabola 2025-26, disputado no Estádio 11 de Novembro, em Luanda, reacendeu a polémica em torno da arbitragem no futebol angolano. A actuação do árbitro Álvaro Chitunda, que exibiu quatro cartões vermelhos durante o encontro, gerou contestação e colocou o trabalho da equipa de arbitragem no centro das discussões

EMPATE ENTRE PETRO E WILIETE REACENDE POLÉMICA SOBRE ARBITRAGEM NO GIRABOLA
imagem: A Bola

O duelo entre duas das equipas mais competitivas da presente edição do campeonato nacional terminou empatado a um golo, resultado que mantém a luta pelo título em aberto, mas que ficou fortemente marcado pelas decisões disciplinares tomadas ao longo da partida.

Durante o encontro, Álvaro Chitunda mostrou quatro cartões vermelhos: três ao Petro de Luanda,  ao membro do staff técnico Gilberto Amaral e aos jogadores Vanilson e Jorge Pereira, e um ao capitão do Wiliete, Mula. As expulsões provocaram um ambiente de grande tensão dentro e fora das quatro linhas, alimentando críticas e dúvidas sobre a condução da arbitragem.

Perante a controvérsia, circulam informações de que a Federação Angolana de Futebol poderá aplicar sanções à equipa de arbitragem. Um comunicado oficial deverá ser divulgado, podendo resultar no afastamento ou não, dos árbitros dos restantes jogos da temporada 2025-26.

Paralelamente, o Petro de Luanda prepara uma queixa formal ao Conselho de Disciplina da Federação Angolana de Futebol, contestando as decisões tomadas durante a partida disputada no Estádio 11 de Novembro.

No final do encontro, o treinador dos tricolores, Flávio Amado, mostrou-se satisfeito com o desempenho da equipa, mas evitou comentar diretamente a arbitragem. O técnico limitou-se a afirmar que foi um bom jogo e que a avaliação do trabalho do árbitro deve ser feita por especialistas e programas desportivos.

Do lado do Wiliete, o treinador Paulino Júnior reconheceu a qualidade do adversário e admitiu que a sua equipa precisava ter feito mais para reduzir a distância pontual na tabela classificativa. Segundo o técnico, a diferença de sete pontos continua significativa, apesar do empate alcançado.

A polémica também motivou análises de antigos intervenientes do futebol nacional. O ex-árbitro Adão Samba Júnior considerou que a atuação de Álvaro Chitunda acabou por afetar o ambiente competitivo do jogo, defendendo que a arbitragem precisa de maior consistência para preservar a credibilidade da competição.

Para o antigo juiz, a Federação Angolana de Futebol deve apostar em mecanismos que reforcem a transparência e a qualidade das decisões em campo, incluindo a eventual introdução do sistema de vídeo-árbitro (VAR) ou o reforço do número de árbitros em jogos de maior exigência competitiva.

Entre os adeptos, as opiniões dividem-se. Alguns simpatizantes do Petro consideram que a arbitragem prejudicou a equipa campeã, enquanto adeptos do Wiliete defendem que o árbitro esteve correto nas decisões tomadas, sublinhando, no entanto, a necessidade de maior rigor na nomeação e fiscalização dos árbitros para jogos de grande dimensão.

Apesar do empate, o Petro de Luanda mantém-se na liderança do Girabola, com sete pontos de vantagem sobre o Wiliete, que ocupa a terceira posição. Os tricolores conservam ainda seis pontos de vantagem sobre o Clube Desportivo 1.º de Agosto, segundo classificado com 40 pontos.