GOVERNO SENEGALÊS PROCURA REVERTER PRISÃO DE ADEPTOS CONDENADOS EM MARROCOS
O primeiro-ministro do Senegal, Ousmane Sonko, abordou nesta terça-feira, 24, no Parlamento, a situação dos 18 cidadãos senegaleses condenados em Marrocos na sequência de incidentes registados durante a final da CAN 2025.
Perante os deputados, o chefe do Governo confirmou que o caso está a ser acompanhado pelas autoridades senegalesas desde o início. Segundo explicou, o Executivo accionou canais diplomáticos formais, envolvendo o Ministério dos Negócios Estrangeiros e a Presidência da República, liderada por Bassirou Diomaye Faye, para avaliar possíveis soluções dentro do enquadramento legal.
Sem comentar o mérito das decisões judiciais marroquinas, Sonko destacou que o episódio ultrapassa a dimensão puramente desportiva, tendo em conta a ligação histórica e institucional entre os dois países. O governante sublinhou ainda que grandes competições internacionais exigem equilíbrio entre segurança, cumprimento da lei e gestão de comportamentos associados à paixão pelo futebol.
De acordo com o primeiro-ministro, estão a ser estudadas vias de recurso das sentenças proferidas em primeira instância, que variam entre três meses e um ano de prisão efectiva. Paralelamente, poderão ser accionados mecanismos previstos em acordos bilaterais que permitem, mediante decisão das autoridades competentes, o eventual cumprimento de pena no país de origem.
Até ao momento, não houve indicação oficial de revisão das condenações, no entanto, o Governo do Senegal afirma que continuará a acompanhar o processo através dos canais institucionais apropriados.
O desfecho do caso poderá ter reflexos no plano diplomático e no ambiente que envolve futuras competições africanas, numa altura em que a mobilização de adeptos além-fronteiras se tornou parte central do espetáculo desportivo.
O jogo, que terminou com vitória do Senegal por 1-0 após prolongamento, ficou marcado por um ambiente de elevada tensão. Após os tumultos registados nas imediações do estádio, onde as forças de segurança detiveram os adeptos agora julgados.
Os arguidos foram condenados por hooliganismo, incluindo actos de violência, confrontos com as forças de ordem, degradação de equipamentos desportivos, invasão do relvado e lançamento de projéteis. As penas aplicadas variam de acordo com o grau de envolvimento:
• Nove adeptos receberam pena de 1 ano de prisão e multa de 5.000 dirhams marroquinos (aproximadamente 500 dólares) cada;
• Seis adeptos foram condenados a 6 meses de prisão e multa de 2.000 dirhams (cerca de 200 dólares) cada;
• Três adeptos receberam 3 meses de prisão e multa de 1.200 dirhams (aproximadamente 120 dólares) cada.
O juiz responsável pelo caso seguiu as recomendações do Ministério Público, aplicando penas que são imediatamente executórias segundo a legislação marroquina. Familiares presentes durante a leitura do veredicto consideraram a decisão severa, e um dos detidos chegou a desmaiar ao ouvir a sentença.
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