MADRUGADA DE TERROR: ASSALTO VIOLENTO OBRIGA FAMÍLIA PASTORAL A ABANDONAR CASA APÓS 14 ANOS

Um assalto protagonizado por homens armados, na madrugada de 11 de Março, mergulhou uma família pastoral num cenário de violência e trauma psicológico, levando-os a abandonar a residência onde viveram durante mais de uma década.

Imagem: Ponto de Situação-Exclusivo

A tranquilidade de uma família foi abruptamente interrompida na madrugada de 11 de Março, quando um grupo numeroso de assaltantes, encapuçados e fortemente armados, invadiu a sua residência, num episódio que expõe, mais uma vez, o clima de insegurança que preocupa moradores em vários bairros na cidade de Luanda.

O relato foi feito pelo pastor Pedro António, líder religioso da Assembleia de Deus Pentecostal, Ministério Internacional da Paz, que descreveu momentos de pânico vividos ao lado da esposa e dos filhos.

Segundo contou, o ataque ocorreu por volta da uma 01h00 da manhã, quando já se ouviam ruídos de assaltos em casas vizinhas. Minutos depois, parte do grupo, cerca de oito, escalou o muro da residência e arrombou a porta da entrada.

“Assim que entraram, efectuaram disparos dentro de casa e exigiram dinheiro e o código do Expresso”, relatou o pastor, evidenciando o nível de agressividade dos invasores. Durante a acção, os criminosos mostraram-se organizados e determinados, dirigindo-se directamente às vítimas com ordens claras, o que levanta suspeitas de que a família possa ter sido previamente referenciada.

Ponto de Situação-Exclusivo

Sob ameaça constante, o pastor foi coagido a entregar o telefone e a fornecer códigos de acesso. Após falhas nas primeiras tentativas, a violência psicológica intensificou-se, com ameaças dirigidas à sua esposa. A situação agravou-se quando os assaltantes passaram a agredir fisicamente membros da família, incluindo a esposa, que foi atingida no rosto, e o filho mais velho, que também foi esbofeteado.

Num gesto de instinto e proteção, o filho mais velho escondeu o irmão mais novo num baú, temendo pela sua vida, reflexo de histórias já ouvidas sobre a brutalidade de grupos criminosos. O episódio ilustra não apenas o perigo físico, mas também o impacto psicológico profundo que tais acções deixam, especialmente em crianças.

Os criminosos levaram diversos bens, incluindo dinheiro, telemóveis e objectos pessoais, chegando ao ponto de tentar retirar à força a aliança do pastor. Apesar da violência, optaram por sair da residência pelo mesmo caminho por onde entraram, escalando o muro, enquanto outros elementos do grupo permaneciam no exterior, indicando uma operação coordenada e de grande dimensão.

Um detalhe que chama a atenção no relato é o facto de os assaltantes se dirigirem à vítima pelo título de “pastor”, o que reforça a suspeita de que o ataque tenha sido orientado por informações prévias, aumentando o sentimento de vulnerabilidade e insegurança.

Após o ocorrido, a família decidiu abandonar a residência onde viveu durante 14 anos. O trauma vivido obrigou à mudança imediata para uma casa arrendada, numa tentativa de reconstruir a sensação de segurança perdida. Paralelamente, foi necessário recorrer a acompanhamento psicológico para os filhos, que ainda enfrentam as marcas emocionais do episódio.

“Graças a Deus, os meninos estão a recuperar”, afirmou o pastor, num tom que mistura alívio e resiliência, destacando a importância do apoio psicológico no processo de superação.

Casos como este reacendem o debate sobre a segurança pública e a necessidade de reforço das medidas de prevenção criminal, bem como de apoio às vítimas.

Para além das perdas materiais, episódios desta natureza deixam cicatrizes profundas, exigindo respostas não apenas policiais, mas também sociais e institucionais.

O Servo de Deus, mostrou-se comovido com situação, ao ver e ter contactos com cincos dos mebros daquele grupo, orou e perdou-lhes, “eu vos perdou, sei que Deus, assim como teve e tem um Propósito comigo, também fará o mesmo com cada um de vocês”. Disse. 

O drama vivido por esta família não é um caso isolado, mas um reflexo de uma realidade que desafia autoridades e sociedade, num momento em que a segurança dos cidadãos se torna uma das principais preocupações urbanas,