MINAGRIF PROMOVE REESTRUTURAÇÃO COM EXONERAÇÕES E NOVAS NOMEAÇÕES ESTRATÉGICAS
O Ministro da Agricultura e Florestas, Isaac Francisco Maria dos Anjos, procedeu a uma ampla movimentação de quadros no sector, através de despachos emitidos entre os dias 3 e 9 de Abril de 2026, numa acção que visa reforçar a dinâmica institucional, alinhar prioridades estratégicas e responder aos desafios actuais do desenvolvimento agrário e florestal em Angola.
Entre as exonerações, destacam-se figuras que ocupavam posições-chave na condução técnica e administrativa do sector agrário e florestal, como Manuel de Almeida Mateus Dias, até então Director Nacional de Agricultura e Pecuária, e Domingos Nazaré da Cruz Veloso, que cessou funções como Director Nacional de Florestas. Também foram afastados responsáveis de instituições estratégicas, como o Instituto de Desenvolvimento Florestal e o Instituto Nacional dos Cereais, numa clara indicação de reconfiguração da liderança institucional.
No entanto, mais do que simples substituições, as decisões revelam uma estratégia de reorganização que aposta na redistribuição de competências e no aproveitamento de quadros com experiência acumulada. É o caso de Domingos Nazaré da Cruz Veloso, que, após exoneração, foi reconduzido para funções de assessoria directa ao ministro, assumindo o cargo de Consultor para a Transição Energética e Biocombustíveis, área considerada crítica no actual contexto de diversificação económica e sustentabilidade ambiental.
No campo das nomeações, Deodeth Patrícia Sebastião Francisco assume a Direcção Nacional de Agricultura e Pecuária, enquanto Rodrigues Nanga transita para Director Nacional de Florestas, evidenciando mobilidade interna e valorização de quadros com experiência no terreno. Ao nível dos institutos, Cristina Laura Tumba Quintas e João Carlos Chipoia passam a liderar, respectivamente, o Instituto de Desenvolvimento Florestal e o Instituto Nacional dos Cereais.
A reestruturação estende-se igualmente às estruturas provinciais e locais, com nomeações para chefias de departamentos e estações de desenvolvimento agrário em várias regiões, incluindo Moxico, Uíge, Cunene e Icolo e Bengo. Esta descentralização das decisões reforça a intenção de aproximar a gestão agrícola das realidades locais, num país onde as assimetrias regionais ainda condicionam o crescimento equilibrado do sector.
Analistas entendem que estas mudanças podem representar uma tentativa do Executivo de imprimir maior eficiência, transparência e capacidade de resposta ao MINAGRIF, num momento em que Angola procura reduzir a dependência das importações alimentares e apostar na produção interna como pilar da segurança alimentar.
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